EDP Renováveis vai pagar dividendo de 13 cêntimos com novas ações
A empresa de energias renováveis vai pagar 132 milhões em dividendos através da atribuição de novas ações. Acionistas poderão revendê-las à EDP Renováveis e ficar com o dinheiro.
A EDP Renováveis vai propor à assembleia geral a entrega de 40% do resultado líquido obtido em 2025. Os 132 milhões em dividendos, equivalentes a 13 cêntimos por ação, serão pagos através da entrega de novos títulos. Os acionistas poderão, no entanto, optar por revender as ações recebidas à própria EDP Renováveis, por um preço fixo garantido.
“O dividendo opcional substitui o dividendo ordinário relativo ao exercício de 2025, mediante a emissão de novas ações totalmente liberadas, mantendo-se, contudo, a opção de os acionistas receberem o valor em numerário”, indica a EDP Renováveis em comunicado.
Na prática, os acionistas da EDP Renováveis (EDPR) vão receber direitos de incorporação das novas ações a atribuir sob a forma dividendo em espécie, com um direito por cada ação detida. Têm depois três opções, que podem usar isoladamente ou de forma combinada:
- Não vender a totalidade ou parte dos seus direitos de incorporação à EDPR nem no mercado Euronext Lisbon. Nesse caso, no final do período de negociação, os acionistas receberão o número correspondente de novas ações totalmente liberadas, de acordo com os direitos de incorporação detidos.
- Vender a totalidade ou parte dos direitos de incorporação inicialmente atribuídos à EDPR, a um preço fixo garantido. Os acionistas que optarem por esta alternativa receberão uma remuneração em numerário pelos direitos vendidos, em vez de novas ações. Os direitos de incorporação adquiridos no mercado Euronext Lisbon não poderão ser vendidos à EDPR.
- Vender a totalidade ou parte dos seus direitos de incorporação no mercado Euronext Lisbon. Os acionistas que escolham esta opção também poderão monetizar os seus direitos, recebendo uma compensação em numerário correspondente ao respetivo preço de mercado.
O programa de remuneração aos acionistas e os seus termos estão sujeito à aprovação em assembleia geral. O lançamento terá de ocorrer no prazo máximo de um ano após ter luz verde dos acionistas.
A EDP, que tem 71,3% do capital da EDPR, informou esta terça-feira o mercado que “pretende optar por receber ações da EDPR ao abrigo desse programa e, como tal, não vender os direitos de incorporação que lhe sejam atribuídos”.
“Esta intenção reflete a importância estratégica que a EDPR continua a ter para a EDP e para a execução do seu plano de negócios, dando prioridade ao reinvestimento do cash-flow em crescimento rentável”, acrescenta.
A empresa apresentou esta quarta-feira de manhã os resultados anuais de 2025, tendo regressado aos lucros com um resultado líquido positivo de 216 milhões de euros.
(Notícia atualizada às 8h07)
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