Eurostat confirma abrandamento da inflação na Zona Euro para 1,7% em janeiro
Taxa de inflação ficou 0,3 pontos percentuais abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu, no arranque do ano. Serviços mantêm os preços mais altos, segundo o Eurostat.
A taxa de inflação homóloga na Zona Euro fixou-se em 1,7% em janeiro, abaixo dos 2% registados no último mês de 2025, confirmou esta quarta-feira o Eurostat. Já na União Europeia o índice baixou de 2,3% em dezembro, para 2%, no arranque do ano.
O índice de preços no consumidor manteve a tendência de descida, ficando 0,3 pontos percentuais abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE) para a inflação. Em janeiro de 2025, a taxa era de 2,8%.
A inflação subjacente, que exclui os preços da energia e dos alimentos não transformados (mais voláteis e temporários), fixou-se em 2,2% no primeiro mês do ano, menos uma décima em relação ao valor registado em dezembro, ficando também em linha com a primeira estimativa do gabinete de estatísticas europeu.

França (0,4%), Dinamarca (0,6%), Finlândia e Itália (ambas com 1%) registaram as taxas de inflação mais baixas, enquanto a Roménia (8,5%), Eslováquia (4,3%) e Estónia (3,8%) apresentaram os índices mais elevados. Face a dezembro, a inflação baixou em 23 Estados-membros, ficou estável num e subiu noutro.
Tal como o INE já tinha confirmado, Portugal registou uma inflação anual de 1,9% em janeiro, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), que permite a comparação entre os países europeus.
Serviços lideram preços
Os serviços voltaram a dar o maior contributo para a inflação, ao fixarem-se em 3,2%, ainda assim abaixo dos 3,4% registados um mês antes. Já a componente de comida, álcool e tabaco, marcou uma inflação homóloga de 2,6%, uma décima abaixo das previsões iniciais de 2,7% e mais uma décima que os 2,5% fixados no mês anterior.
Já os bens industriais não energéticos subiram de 0,3% no final de 2025 para 0,4% em janeiro.
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