Linhas para a reconstrução reforçadas para três mil milhões

"Estamos a ultimar a mobilização de mil milhões de euros de investimento do Banco Europeu de Investimento, a 20 anos" para as empresas afetadas pela tempestade.

O presidente executivo do Banco de Fomento revelou que as linhas de apoio à reconstrução vão ser reforçadas para três mil milhões de euros. Existem duas linhas de apoio às empresas para ajudar a mitigar o impacto do mau tempo que devasto sobretudo a zona centro do país.

Neste momento, existem mil milhões de euros para investimento, mil milhões de euros para tesouraria, que resulta de um reforço dos 500 milhões iniciais, e o BPF está a “ultimar a mobilização de mil milhões de euros de investimento do Banco Europeu de Investimento, a 20 anos”.

Gonçalo Regalo anunciou que já foram contratados 479 milhões de euros no âmbito das linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo para fazer face aos efeitos do mau tempo, de acordo com o balanço apresentado esta quarta-feira pelo presidente executivo do Banco de Fomento. Em causa estão candidaturas de 3.323 empresas, nos primeiros 21 dias após a catástrofe, num montante global de 748 milhões de euros. Mas, no total foram candidatados 1.102 milhões de euros, num universo de 4.600 candidaturas.

O presidente executivo do Banco de Fomento revelou que todos os distritos afetados se candidataram às linhas de apoio à reconstrução. Leiria é o distrito com maior montante de financiamento candidatado (536 milhões de euros, metade do total nacional). Em segundo lugar surge Lisboa com 110 milhões de euros (10%) e, em terceiro, o distrito de Aveiro com 55 milhões (5%). Além disso, todos os bancos se associaram à operacionalização destas linhas.

As duas linhas operacionalizadas pelo Banco de Fomento têm características diferentes: uma de mil milhões para apoio ao investimento com a possibilidade de 10% do crédito ser convertido em apoios a fundo perdido e uma outra de mil milhões para tesouraria. A primeira não está abrangida pelo regime de minimis. Só a linha de tesouraria de 500 milhões de euros conta para os limites das ajudas de Estado, como avançou o ECO.

A linha de tesouraria tem uma maturidade de até cinco anos, com um ano de carência. O Banco de Fomento oferece uma cobertura de 70% de cada empréstimo a favor de Small Mid Caps, Mid Caps e Grandes Empresas e 80% para PME, com uma cap rate de 20% para perdas máximas totais. É de sublinhar que as entidades públicas de natureza local afetadas, nos municípios em que foi decretada uma situação de emergência ou calamidade, também podem usufruir desta linha de tesouraria.

A linha de investimento tem um período e carência de três anos e as empresas podem pagar o crédito ao longo de dez anos. Ao fim dos três anos, se mantiverem os níveis de emprego e de atividade têm uma bonificação de 10%, ou seja, esse montante é transformado em apoio a fundo perdido.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h30)

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