Lucro do BCP sobe 12,4% para mais de mil milhões em 2025. “São os melhores resultados de sempre”
"São os melhores resultados de sempre", anunciou Miguel Maya. Banco superou as estimativas dos analistas com lucros de 1,02 mil milhões de euros no ano passado, resistindo à descida dos juros.
O BCP BCP 1,87% anunciou, esta quarta-feira, lucros de 1,02 mil milhões de euros relativos a 2025, mais 12,4% em comparação com o ano anterior. “São os melhores resultados de sempre”, declarou o CEO da instituição, Miguel Maya, em conferência de imprensa.
O resultado ficou acima do esperado pelos analistas sondados pela Reuters, que projetavam um lucro de 994,8 milhões no ano passado.
O banco resistiu à descida das taxas de juro, com a margem financeira a subir mais de 2% para 2,9 mil milhões de euros. As comissões também cresceram mais de 2% para 703,3 milhões.
Em Portugal, o banco registou um resultado de 869,4 milhões de euros, aumentando 10,6% em termos homólogos.
Mas foi nas operações internacionais onde se deu um disparo nos resultados: mais 33% para 291,9 milhões de euros, que o BCP explica com o desempenho da sua unidade polaca. O Bank Millennium viu o lucro subir 61,1% para 283,7 milhões, por conta de menos encargos com o tema dos créditos em francos suíços.
A subida das receitas permitiu absorver o crescimento das despesas. Os custos operacionais tiveram uma subida de 8,3% para 1,4 mil milhões de euros. Por conta disso, a eficiência deteriorou-se ligeiramente, com o rácio cost-to-income a subir quase dois pontos percentuais para 37,2% – ainda assim aquém da fasquia dos 40%.
Mil milhões em crédito a jovens com garantia pública
Como a generalidade do setor, também o BCP teve uma subida expressiva do volume de negócios no ano passado. O crédito a clientes cresceu 7,3% para 62,6 mil milhões de euros. Em Portugal, a carteira somou 9,3% para 43,2 mil milhões à boleia do crédito para a compra de casa, que subiu 11,4% para 21,8 mil milhões. O banco explica isto com a descida dos juros e com a procura dos jovens.
Relativamente à linha de garantia pública para ajudar os jovens na aquisição de casa, Miguel Maya adiantou que, entre operações já contratadas e em fase final, os empréstimos concedidos pelo banco rondam os mil milhões de euros. “Estamos praticamente nos 80% de utilização do nosso plafond e já solicitamos o reforço da garantia”, revelou o gestor. O BCP teve uma quota inicial de 185 milhões.
Miguel Maya voltou a elogiar a medida. “Não resolve o problema da habitação, mas resolve o problema dos jovens”, frisou. Quanto aos recursos de clientes, subiram 8,6% para 111,8 mil milhões de euros – quase mais 10 mil milhões num ano. Em Portugal, os recursos atingiram a marca dos 75 mil milhões, com os depósitos a crescerem 4,7% para 55,6 mil milhões.
“Evolução na continuidade”
O mandato da atual administração chegou ao fim no final do ano passado. O chairman Nuno Amado revelou que tanto ele como Miguel Maya irão continuar ao leme do banco – pelo menos é essa a proposta que já está em análise no Banco de Portugal para efeitos de processo de fit & proper.
Ainda assim, Amado antecipou que haverá mudanças. Nas suas palavras, uma “evolução na continuidade”. “Vai haver alterações – que são normais – a nível do conselho de administração”, adiantou mas sem revelar nomes. “Um processo conduzido com tempo, aguardamos os próximos passos”, disse.
(notícia atualizada às 19h01)
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