Valor do metro quadrado acelera 18,7% em janeiro e supera 2.100 euros pela primeira vez
Preço a que os bancos avaliam as casas no âmbito da concessão de crédito mantém a tendência de subida dos últimos dois anos. Valor disparou 18,7% no arranque do ano.
- A mediana das avaliações bancárias das casas atingiu um novo máximo em janeiro, superando 2.100 euros por metro quadrado, com um crescimento de 18,7% face ao mesmo mês do ano anterior.
- Apesar da desaceleração no ritmo de crescimento, o número de avaliações bancárias caiu 9,2% em relação ao mês anterior, totalizando cerca de 31,3 mil avaliações.
- As regiões da Península de Setúbal e Grande Lisboa destacam-se com aumentos significativos, sinalizando uma pressão contínua sobre o mercado imobiliário.
O valor a que os bancos avaliam as casas no âmbito da concessão de crédito à habitação continua a fixar novos máximos. A avaliação bancária das casas acelerou 18,7%, em janeiro, em termos homólogos, superando pela primeira vez a fasquia dos 2.100 euros por metro quadrado, segundo revelam os dados divulgados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Em janeiro de 2026, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 2.105 euros por metro quadrado (euros/m2), tendo aumentado 24 euros (1,2%) relativamente a dezembro de 2025″, refere o INE.
Apesar de ter desacelerado ligeiramente o ritmo de crescimento homólogo face a dezembro, quando os preços aceleraram 19,1%, o valor a que os bancos avaliam as casas mantém taxas de crescimento nunca vistos, com o índice a avaliação bancária a crescer, em termos homólogos, acima de 18% pelo terceiro mês consecutivo.

Segundo o INE, em janeiro, o número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 31,3 mil, o que representa uma descida de 9,2% face ao mês anterior e uma descida de 11,2% em termos homólogos.
A Península de Setúbal registou a variação mais elevada, com um salto de 27,1% face a janeiro de 2025, com a avaliação das casas a subir para 2.561 euros por metro quadrado.
A região de Oeste e Vale do Tejo (23%), Grande Lisboa (22%), Região Autónoma da Madeira (22,5%) e Algarve (20%), todas apresentaram subidas de avaliação superiores a 20%, num mês em que não houve nenhuma redução de preços.
Por tipologias, os apartamentos apresentaram uma variação homóloga de 22,8%, com o valor de avaliação a subir para 2.447 euros/m2, no arranque do ano. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.269 euros/m2) e no Algarve (2.796 euros/m2), tendo o Alentejo e o Centro apresentado os valores mais baixos (1.506 euros/m2 e 1.560 euros/m2, respetivamente).
O valor mediano dos apartamentos T1 desceu 14 euros, para 3.099 euros/m2 , tendo os T2 e T3 aumentado 34 euros e 31 euros, respetivamente, para 2.529 euros/m2 e 2.121 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,8% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.
Relativamente às moradias, o valor mediano da avaliação bancária situou-se em 1.527 euros/m2 em janeiro de 2026, o que representa uma subida de 15,2% face ao mesmo mês do ano anterior. Os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.788 euros/m2) e no Algarve (2.703 euros/m2), enquanto o Centro e o Alentejo têm os preços mais baixos (1.135 euros/m2 e 1.223 euros/m2, respetivamente).
(Notícia atualizada às 11h33)
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