“A TAP não fez mal nenhum à senhora engenheira Widener”, diz CEO da empresa
O CEO da TAP, Luís Rodrigues, afirma que a companhia aérea irá continuar a lutar contra o processo movido pela antiga presidente executiva.
A TAP vai continuar a lutar nos tribunais contra o processo movido por Christine Ourmière-Widener, antiga CEO da companhia aérea, que exige uma indemnização de 5,9 milhões de euros pela sua demissão em 2023. A garantia foi deixada esta quinta-feira pelo atual presidente executivo na 36.ª Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre na FIL
“A companhia aérea não fez mal nenhum à senhora engenheira Widener. Portanto, não aceita que haja um processo contra a própria companhia e é contra isso que vamos continuar a lutar“, afirmou o CEO da TAP, Luís Rodrigues.
A ex-CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, foi demitida do cargo de presidente executiva da companhia aérea pelo Governo a 6 de março de 2023, na sequência de um relatório da Inspeção-Geral de Finanças sobre o pagamento de uma indemnização à ex-administradora Alexandra Reis, considerado irregular.
Em setembro, desse ano, deu entrada com um processo no Tribunal Central Cível de Lisboa contra a TAP SA e a TAP SGPS, contestando a demissão e alegando que foi despedida sem justa causa e por motivos políticos. Exige uma indemnização de 5,9 milhões por salários e prémios não pagos e uma compensação por danos reputacionais.
A companhia aérea sofreu recentemente uma derrota judicial, com o Tribunal da Relação de Lisboa a indeferir o recurso que apresentou a contestar a competência do tribunal cível para o julgamento do processo, segundo noticiou o Observador. A defesa da TAP argumentava que o processo deveria correr no tribunal administrativo por estar em causa a destituição de um titular de um cargo público, neste caso um gestor público.
(notícia atualizada às 17h11)
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