Exclusivo BEI vai lançar duas linhas de crédito para investimento nas zonas afetadas pelas tempestades

Nova linha do BEI, de mil milhões, “tem duas finalidades: 250 milhões para infraestruturas e 750 milhões para PME”, explicou ao ECO, fonte oficial do Banco de Fomento. Linhas somam 3 mil milhões.

ECO Fast
  • As empresas afetadas pelas tempestades receberão um reforço de mil milhões de euros em linhas de crédito do Banco Europeu de Investimento, totalizando três mil milhões de euros.
  • O Banco de Fomento já aprovou 748 milhões de euros em candidaturas de 3.323 empresas, com Leiria a concentrar a maior parte do financiamento solicitado.
  • As novas linhas de crédito visam apoiar a reconstrução e o investimento, com implicações significativas para a recuperação das áreas afetadas.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

As empresas das áreas afetadas pelas tempestades vão ter mais mil milhões de euros para ajudar a financiar os seus investimentos, operacionalizados pelo Banco Europeu de Investimento (BEI). Em causa estão duas linhas de crédito: uma de 750 milhões de euros para PME e outra de 250 milhões para infraestruturas, avançou ao ECO fonte oficial do Banco de Fomento.

O presidente executivo do Banco de Fomento anunciou na quarta-feira, num evento do banco, que as linhas de apoio às empresas afetadas pelo comboio de tempestade iam ser reforçadas para três mil milhões de euros.

“Mobilizámos mil milhões de euros numa linha de investimento, que tem 10% de subvenção. Mobilizámos, no início, uma linha de 500 milhões de euros de tesouraria, que foi rapidamente duplicada. E estamos a ultimar a mobilização de mais mil milhões de euros para investimento do Banco Europeu de Investimento”, avançou Gonçalo Regalado, no Conversas com Fomento, no Coliseu.

“Portanto, em linhas de crédito colocaremos três milhões de euros em linhas de financiamento. A cinco anos na tesouraria, a dez anos no investimento e a 20 anos no Banco Europeu de Investimento”, detalhou o responsável.

“São três linhas com que acreditamos que podemos responder já à catástrofe. As três linhas com três mil milhões de euros são 1% do PIB”, acrescentou.

A nova linha do BEI, de mil milhões de euros, “tem duas finalidades: 250 milhões para infraestruturas e 750 milhões para PME”, explicou ao ECO, fonte oficial da instituição. “A primeira pode ir até 20 anos, a segunda até 12 anos”, acrescentou a mesma, precisando que ambas “são linhas de crédito para reconstrução e investimento empresarial das áreas afetadas”.

O CEO do Banco de Fomento revelou que, até 24 de fevereiro, 748 milhões de euros dos 1.100 milhões em candidaturas já estão aprovados, ou seja, estão contratados ou em contratação 68% dos pedidos. Em causa estão candidaturas de 3.323 empresas, nos primeiros 21 dias após a catástrofe, num montante global de 748 milhões de euros. Mas, no total foram candidatados 1.102 milhões de euros, num universo de 4.600 candidaturas.

Estão em validação 30 milhões de euros, em processamento 300 milhões de euros, com dados em falta 57 milhões de euros, e em contratação 269 milhões de euros, elencou, enquanto contratados já estão 479 milhões de euros.

O presidente executivo do Banco de Fomento revelou que todos os distritos afetados se candidataram às linhas de apoio à reconstrução. Leiria é o distrito com maior montante de financiamento candidatado (536 milhões de euros, metade do total nacional). Em segundo lugar surge Lisboa com 110 milhões de euros (10%) e, em terceiro, o distrito de Aveiro com 55 milhões (5%). Além disso, todos os bancos se associaram à operacionalização destas linhas.

As duas linhas operacionalizadas pelo Banco de Fomento têm características diferentes: uma de mil milhões para apoio ao investimento com a possibilidade de 10% do crédito ser convertido em apoios a fundo perdido e uma outra de mil milhões para tesouraria. A primeira não está abrangida pelo regime de minimis. Só a linha de tesouraria de 500 milhões de euros conta para os limites das ajudas de Estado, como avançou o ECO.

A linha de tesouraria tem uma maturidade de até cinco anos, com um ano de carência. O Banco de Fomento oferece uma cobertura de 70% de cada empréstimo a favor de Small Mid Caps, Mid Caps e Grandes Empresas e 80% para PME, com uma cap rate de 20% para perdas máximas totais. É de sublinhar que as entidades públicas de natureza local afetadas, nos municípios em que foi decretada uma situação de emergência ou calamidade, também podem usufruir desta linha de tesouraria.

A linha de investimento tem um período e carência de três anos e as empresas podem pagar o crédito ao longo de dez anos. Ao fim dos três anos, se mantiverem os níveis de emprego e de atividade têm uma bonificação de 10%, ou seja, esse montante é transformado em apoio a fundo perdido.

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