Chéquia prepara corte no orçamento da defesa. Meta de 2% do PIB fica mais longe

Ministros dos Negócios Estrangeiros checo admite "alguns cortes" também na defesa. "Se não o fizéssemos, teriam de deixar de financiar a saúde e os sistemas sociais", disse.

A Chéquia vai apresentar uma proposta orçamental com um corte de 900 milhões de euros nos gastos em defesa, com esta rubrica a ficar abaixo dos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) – em colisão com os objetivos da NATO e com a exigência de Trump dos países membros da aliança aumentarem a sua despesa em defesa.

“Tivemos de fazer alguns cortes — não apenas na defesa… se não o fizéssemos, teriam de deixar de financiar a saúde e os sistemas sociais”, disse ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa, Petr Macinka, um grupo de jornalistas em Washington, na sexta-feira, citado pelo Politico (conteúdo em inglês/acesso não reservado).

A proposta orçamental do primeiro-ministro Andrej Babiš’s coloca em 1,8% o peso da despesa em defesa no PIB, contrariando a meta para os países NATO. “Não tem nada a ver com a nossa posição na NATO”, disse Petr Macinka. “O Ministério da Defesa garantiu-me que ainda vamos atingir a meta de 2% do PIB.”

Fontes junto da NATO ouvidas pelo Politico admitem que a decisão poderá causar mal-estar junto da Aliança Atlântica face à pressão que a administração de Donald Trump tem feito junto da organização e dos países membros para aumentar o seu contributo para a defesa. No ano passado, os países acordaram aumentar a despesa até 5% do PIB até 2035, do qual 3,5% em gastos militares.

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