Nova taxa? Paulo Macedo lembra que já paga supervisão a Frankfurt

Macedo diz que banco já é supervisionado pelo Mecanismo Único de Supervisão, a partir de Frankfurt, para o qual paga 3,6 milhões/ano. E que supervisão macroprudencial trouxe benefícios para o setor.

Álvaro Santos Pereira adiantou que o Banco de Portugal está a preparar uma nova taxa de supervisão sobre os bancos. “O senhor governador é uma pessoa equilibrada e irá de certeza ponderar a questão da necessidade”, referiu Paulo Macedo, líder da Caixa, lembrando que o banco público é supervisionado por outra entidade e a quem paga 3,6 milhões de euros por ano.

“Temos taxas que pagamos para o SSM [Mecanismo Único de Supervisão]. A Caixa não tem a supervisão prudencial do Banco de Portugal”, referiu Paulo Macedo na conferência de apresentação dos resultados anuais da Caixa. Macedo notou que a Caixa beneficia de outras responsabilidades do Banco de Portugal, nomeadamente macroprudenciais e comportamentais, mas a supervisão prudencial é feita a partir de Frankfurt.

O líder da Caixa não tem dúvidas de que a supervisão foi benéfica para a recuperação da banca. Mas “fala-se neste custo e noutro novo imposto”, acrescentou, apontando à nova taxa que as Finanças estão a preparar em face da revogação do adicional de solidariedade, “temos de ver como as coisas se conjugam e a razão de ser”.

Por outro lado, ficou “descansado” com as palavras de simplificação de Santos Pereira. “Isso não passa por ter o dobro de empregados na supervisão”, atirou. Em relação ao SSM, Paulo Macedo disse que o mecanismo – criado há mais de uma década e que supervisiona os maiores bancos da Zona Euro – “tem sido generoso no recrutamento”.

Ainda em relação à intervenção do governador, mas a propósito dos reparos em relação aos investimentos dos bancos na parte da tecnologia, Paulo Macedo respondeu que a Caixa já investe 200 milhões de euros por ano nessas áreas.

“Pode ser muito ou pouco, achamos que é um valor importante porque é investido de forma consistente. Consistentemente temos vindo a investir em tecnologia e pessoas”, disse. Nos últimos dois anos a Caixa recrutou mais de 200 pessoas ligadas à área tecnológica. Ainda assim, Paulo Macedo tomou nota das observações do governador.

“É algo que estamos atentos e a ver. Percebo o senhor governador. Nós também temos bastante pressa de fazer as coisas, mas as coisas têm os seus timings”.

A Caixa anunciou esta quinta-feira lucros recorde de 1,9 mil milhões de euros em 2025, mais 10% em relação ao ano anterior.

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