Hoje nas notícias: SIS, tempestades e venda do Novobanco
Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.
Os serviços secretos portugueses têm mantido debaixo de olho os empresários russos que passam por Portugal, sendo que o Ministério Público já congelou 25 milhões de euros em contas suspeitas por furarem as sanções impostas ao regime de Putin. As tempestades que assolaram o país entre fins de janeiro e meados de fevereiro danificaram, pelo menos, 237 mil habitações, sendo que mais de metade não tem seguro multirriscos. Conheça as notícias em destaque na imprensa nacional esta sexta-feira.
SIS vigia empresários ligados a Putin e MP congela 25 milhões em contas suspeitas
O Ministério Público (MP) tem em mãos a investigação de 26 inquéritos “relativos à violação” das sanções impostas pela União Europeia a empresas russas na sequência da invasão da Ucrânia, estando “congelados, em saldos de contas bancárias, cerca de 25 milhões de euros”, por furarem o embargo económico ou haver suspeitas de branqueamento de capitais, sobretudo na área do imobiliário de luxo. Mesmo o Serviço de Informações de Segurança (SIS) revela que “tem acompanhado e avaliado a presença em Portugal de elementos conotados, direta ou indiretamente, com o regime de Vladimir Putin”, acrescentando que “em várias ocasiões, a atividade desses indivíduos, normalmente empresários ou investidores, pode ser enquadrada no contexto do branqueamento de capitais e evasão de sanções impostas à Federação da Rússia”.
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Tempestades causaram danos em 237 mil habitações
Pelo menos 237 mil habitações foram afetadas pelo “comboio de tempestades” que varreu o país entre o final de janeiro e meados deste mês, de acordo com uma avaliação preliminar do Impact Center for Climate Change (ICCC) da seguradora Fidelidade, que analisou informação preliminar até 24 de fevereiro do impacto de seis depressões (Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo, Marta e Nils). O estudo — que abrange 85% das participações feitas a todas as seguradoras até essa data — também constatou que 51,4% das casas danificadas (122 mil) não têm seguro multirriscos (que cobre tempestades e inundações, por exemplo), evidenciando um fosso significativo de proteção. Só a Kristin, considerada a mais devastadora, afetou 205 mil imóveis, dos quais 108 mil sem seguro (52,7%).
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Venda do Novobanco ao BPCE concluída a 28 de abril
A conclusão da venda do Novobanco aos franceses do Banque Populaire Caisse d’Epargne (BPCE) está prevista para 28 de abril. Afinal, haverá mudanças na comissão executiva do banco português: Benjamin Dickgiesser, o atual Chief Financial Officer (CFO) e membro do Conselho de Administração Executivo, nomeado em 2023, terá decidido sair e para o seu lugar virá um CFO francês. Em França, há rumores de que será uma mulher a suceder-lhe no cargo. Quanto ao CEO do Novobanco, o líder do BPCE, Nicolas Namias, já disse que tenciona manter Mark Bourke. O closing da venda do Novobanco está apenas dependente da autorização formal do Banco Central Europeu (BCE) e há a indicação que essa autorização chegará no fim de março ou início de abril. Isto porque, embora a Comissão Europeia já tenha dado ‘luz verde’ à operação em dezembro passado, é ainda necessária a validação das autoridades de supervisão bancária para garantir a conformidade dos novos acionistas.
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Volkswagen Autoeuropa teve o segundo melhor ano de sempre
A fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, teve em 2025 o seu segundo melhor ano de sempre, ao produzir 240.400 carros. Thomas Hegel Gunther, diretor-geral da empresa, indica que este número é apenas ultrapassado pela produção de 2019, quando a unidade de Palmela atingiu as 254.600 unidades. Porém, nessa altura, estavam em produção dois modelos, sendo que no ano passado já só saía da Autoeuropa o Volkswagen T-Roc. Apesar de reconhecer que teve um bom ano de produção, Thomas Hegel Gunther não avança com resultados financeiros relativos a 2025, remetendo para a divulgação das contas consolidadas de todo o grupo Volkswagen a 10 de março, mas admite que também nesse campo a Autoeuropa está “muito perto do melhor ano” da sua história.
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Primo de Sócrates tem mansão e casa de jogo
Os negócios no Brasil de José Paulo Pinto de Sousa, primo de José Sócrates e apontado pelo Ministério Público como o seu primeiro testa de ferro, estão no centro de novas suspeitas de lavagem de dinheiro. Em causa estão investimentos imobiliários e uma casa de jogo em Dourados, no estado do Mato Grosso do Sul, junto à fronteira com o Paraguai, numa região marcada pelo narcotráfico e pelo contrabando. Aí, num dos bairros mais valorizados, na rua Iguaçu, encontra-se a mansão de dois pisos de José Paulo Pinto de Sousa, num terreno com cerca de dois mil metros quadrados. Este empreendimento conduz à Metrus, uma empresa de construção criada em maio de 2008, apesar da inexistência de experiência prévia no setor, e em que o primo do ex-primeiro-ministro surge como sócio maioritário, detendo 45% do capital, numa estrutura societária que inclui familiares, um advogado português e um cidadão brasileiro com amplos poderes de representação. A empresa esteve envolvida na construção de dois condomínios e ligada a uma casa de jogo em Amanbai, a cerca de 50 quilómetros da fronteira paraguaia.
Leia a notícia completa no Sol (acesso pago).
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