Montenegro condena ataques “injustificáveis” do Irão a países vizinhos e pede “máxima contenção” no Médio Oriente
O primeiro-ministro condena ataques iranianos aos países vizinhos, após EUA e Israel lançarem uma ofensiva contra Teerão, e apela máxima contenção a todas as partes envolvidas no conflito.
- O Governo expressou preocupação com a situação no Médio Oriente, após operações militares dos EUA e Israel contra o Irão.
- Luís Montenegro destacou que Portugal está em coordenação com parceiros europeus e da NATO, mobilizando a diplomacia para proteger cidadãos no Médio Oriente e apelando à cautela.
- O primeiro-ministro condenou os ataques do Irão aos países vizinhos e pediu contenção para evitar uma escalada, enfatizando a necessidade de cessar o programa nuclear iraniano.
O Governo português acompanha “com grande preocupação, desde o primeiro momento, a evolução da situação no Médio Oriente”. Foi com estas palavras que Luís Montenegro reagiu, esta tarde, num comunicado publicado na rede social X, às operações militares conjuntas lançadas pelos EUA e por Israel contra o Irão.
Luís Montenegro garantiu que Portugal está a acompanhar os desenvolvimentos “em coordenação estreita com os parceiros europeus, parceiros da região e aliados da NATO”, e que a rede diplomática nacional, “em particular através das embaixadas na região, está plenamente mobilizada para a proteção dos nossos cidadãos.” Aos portugueses que se encontram no Médio Oriente, o primeiro-ministro deixou um apelo direto: “máxima cautela.”
A parte mais incisiva do comunicado do primeiro-ministro é a que diz respeito ao comportamento iraniano. “O Governo condena os injustificáveis ataques do Irão aos países vizinhos da região — entre eles, a Arábia Saudita, o Catar, os Emiratos Árabes Unidos, o Kuwait e a Jordânia –, que devem cessar imediatamente.”
A ofensiva iraniana, lançada em resposta aos bombardamentos norte-americanos e israelitas, atingiu alvos em vários países da região onde os EUA têm bases militares, após as operações conjuntas dos EUA e Israel contra Teerão.
O comunicado vai mais longe. Luís Montenegro insistiu também “na necessidade de o Irão respeitar os direitos humanos do seu povo, que têm sido violados de forma inadmissível”, uma referência à repressão sistemática exercida pelo regime de Teerão sobre a sua população, que as instituições europeias têm denunciado de forma recorrente.
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Mas o líder do Governo não ficou apenas pela condenação. Luís Montenegro apelou a “todos” à “máxima contenção para evitar uma escalada, preservar a paz e a segurança internacionais e garantir a estabilidade regional, em linha com a Carta das Nações Unidas.”
A formulação escolhida é deliberada: o apelo dirige-se a todas as partes, sem nomear explicitamente os EUA ou Israel, o que permite a Portugal manter o equilíbrio entre o compromisso com os aliados da NATO e o respeito pelo direito internacional.
Além disso, Luís Montenegro colocou uma condição essencial para que esse apelo surta efeito. “Será necessário que o programa nuclear do Irão, que é há muito uma preocupação da comunidade internacional, cesse.”
A questão nuclear está, aliás, no centro da justificação apresentada pelo presidente Donald Trump para a operação militar, que descreveu a ação como tendo por objetivo impedir Teerão de desenvolver armamento nuclear capaz de ameaçar a Europa e os aliados ocidentais.
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