Ataque ao Irão. Bruxelas diz estar focada em proteger cidadãos
A Comissão Europeia diz ter duas prioridades: “Apoiar os Estados-membros e proteger os cidadãos da UE das consequências adversas derivadas dos acontecimentos no Irão e no Médio Oriente”.
A Comissão Europeia disse esta segunda-feira estar focada em apoiar os Estados-membros e proteger os cidadãos das consequências da guerra no Irão, referindo que está a monitorizar os preços da energia, disrupções nos transportes e ameaças à segurança interna.
Em comunicado, divulgado após uma reunião extraordinária dos comissários europeus sobre a guerra no Irão convocada pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, no sábado, a Comissão Europeia diz ter duas prioridades: “Apoiar os Estados-membros e proteger os cidadãos da UE das consequências adversas derivadas dos acontecimentos no Irão e no Médio Oriente”.
O executivo comunitário afirma que irá aumentar o apoio aos Estados-membros no que se refere ao repatriamento e retirada dos seus cidadãos, incluindo recorrendo ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil e ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência.
“A Comissão também está a reforçar a sua monitorização de possíveis riscos de disrupção a nível de transportes, designadamente no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho, e está a intensificar a coordenação com as companhias aéreas, empresas de transportes e autoridades nacionais”, lê-se no comunicado.
No que se refere à energia, a Comissão Europeia indica que está a monitorizar de perto “tanto o preço como a evolução nas cadeias de abastecimento e irá convocar uma task force sobre energia com os Estados-membros”, que trabalhará em articulação com a Agência Internacional de Energia e que terá uma reunião já esta semana.
A nível de segurança interna, a Comissão Europeia diz que “mantém um elevado nível de vigilância” e está em “estreita cooperação com a Europol e os Estados-membros no que se refere a potenciais riscos” securitários. “Por último, no que respeita à migração, a Comissão está a reforçar a sua preparação através de uma monitorização mais rigorosa das tendências e de uma maior cooperação com os países parceiros e as agências da ONU competentes”, refere-se.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas. O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias. Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos. Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos, sem se pronunciarem diretamente sobre os ataques norte-americanos e israelitas ao Irão.
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