Lucro da Galp sobe 20% para recorde de 1,15 mil milhões de euros em 2025

Valor total do EBITDA, que desceu 8% para os 3 mil milhões, "refletiu um forte desempenho operacional, num contexto volátil tanto em termos macroeconómicos como de preços das commodities".

A Galp lucrou 1.154 milhões de euros em 2025, de acordo com o comunicado divulgado pela empresa. Este valor compara com os 961 milhões do ano anterior, colocando-se 20% acima dessa fasquia.

Os resultados foram divulgados esta segunda-feira através de um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), antes da abertura da sessão bolsista.

A Galp tinha fechado 2024 com lucros de 961 milhões de euros, menos 4% do que em 2023, ano em que tinha alcançado um resultado líquido recorde superior a mil milhões de euros — mais precisamente 1.002 milhões de euros.

O EBITDA desceu 8%, dos 3,3 mil milhões de euros para os 3 mil milhões, com o segmento de Upstream — da exploração de petróleo e gás — a cair 19%. O valor total do EBITDA “refletiu um forte desempenho operacional, num contexto volátil tanto em termos macroeconómicos como de preços das commodities”, explica a cotada.

Enquanto a produção de petróleo da Galp aumentou 2% para 111 milhares de barris diários de petróleo equivalente, os preços desceram 14%, para uma média de 66,2 dólares por barril, e os custos de produção por barril subiram 20%. Em oposição, a produção de gás aumentou 18% e os respetivos preços também subiram, 5%, para os 35 dólares por barril de petróleo equivalente.

Já o segmento “Industrial e Midstream” obteve 952 milhões de euros de EBITDA, um crescimento de 9%. Nesta área, o volume de refinação caiu 17%, a margem de refinação desceu 4% e os custos de produção dispararam 87%. Contudo, regista-se um efeito positivo da subida de volumes de trading de gás, que ascenderam 62%.

O maior salto deu-se na área comercial: o EBITDA disparou 25% para os 384 milhões. De acordo com a Galp, isto deveu-se à “robustez” do segmento de mobilidade na Ibéria e a melhoria do segmento B2B em Espanha, bem como o crescimento da oferta não associada a combustíveis na área de Convenience & Customer Solutions, que representou 35% do EBITDA desta categoria. Também as renováveis alinharam na tendência ascendente, subindo 6% para 50 milhões de euros, apesar de o preço de venda ter decrescido 2%, para os 42 euros por megawatt-hora, e a geração também ter reduzido, 10%, para os 2.136 gigawatts-hora.

Neste ano, o investimento (CAPEX) totalizou 95 milhões de euros, sendo principalmente destinados ao desenvolvimento do Bacalhau no Brasil, a execução dos projetos de hidrogénio verde (H2) e HVO/SAF no complexo industrial de Sines, e a construção de capacidade solar e de armazenamento na Ibéria. A dívida líquida aumentou 126 milhões para os 1,3 mil milhões de euros.

(Notícia em atualizada pela última vez às 08:08)

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