Preços do petróleo disparam mais 6% com tensões no Médio Oriente
Israel e EUA atacaram o Irão, Teerão retaliou: escalada das tensões no Médio Oriente fechou alguns campos petrolíferos e condicionou passagem no Estreito de Ormuz. Preço do barril disparou mais de 6%.
Os preços do petróleo dispararam mais de 6% esta segunda-feira, após Israel e EUA terem atacado o Irão no fim de semana, com Teerão a retaliar contra várias bases americanas no Médio Oriente, numa escalada das tensões que levou ao encerramento de várias produções petrolíferas na região e ainda a fortes constrangimentos no Estreito de Ormuz.
Em Londres, os futuros do Brent fecharam a sessão nos 77,74 dólares por barril, subindo 6,68% em relação à sessão anterior. Já os futuros do crude WTI subiram 6,28% para 71,23 dólares por barril. Em ambos casos estão em máximos de vários meses.
“Embora não saibamos onde estas perturbações terminarão ou como o conflito será definitivamente resolvido, o resultado a curto prazo será provavelmente uma maior volatilidade nos mercados globais de energia e um possível redirecionamento das cargas globais de petróleo e gás”, referiu Kenny Zhu, analista de investigação da Global X, citado pela agência Reuters.
Esta segunda-feira, a Arábia Saudita encerrou a sua maior refinaria de petróleo após um ataque com um drone. O conflito deixou ainda 150 navios ancorados no Estreito de Ormuz após vários ataques terem provocado a morte de um tripulante e danos em pelo menos três petroleiros, de acordo com a agência.
Uma parte importante do petróleo produzido por países como a Arábia Saudita, Iraque e Irão é transportado através do Estreito. Num dia normal cerca de um quinto da procura global passa por este importante ponto com destino a mercados como a China e a Índia.
“Embora exista algum acesso terrestre para o crude que sai da região, está longe de ser suficiente para substituir os fluxos através do Estreito”, afirmaram os analistas da Morningstar num relatório divulgado esta segunda-feira.
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