Conflito no Irão reacende debate na UE sobre bloqueio a gás e petróleo russos

  • Capital Verde
  • 3 Março 2026

O debate na União Europeia sobre a proibição das importações de gás e petróleo russos poderá ser reaberto, à luz dos acontecimentos no Irão e das subidas abrutas de preços, dizem fontes europeias.

As recentes subidas abruptas nos preços do gás na União Europeia (UE), decorrentes do conflito que tem Estados Unidos, Israel e o Irão como protagonistas, podem reabrir o debate na União Europeia sobre a proibição das importações de gás natural russo, de acordo com o ministro da Energia da Noruega, citado pela Reuters. Em paralelo, indica o Financial Times citando fontes anónimas, a Comissão Europeia tem mostrado interesse em reabrir o pipeline que atravessa a Ucrânia, e que permitiria direcionar fluxos de “ouro negro” da Rússia para a UE.

Os preços do gás na Europa subiram 40% esta terça-feira, somando-se a uma subida na mesma ordem. No caso do petróleo, a subida é de cerca de 8%, colocando-se dos 83 dólares por barril.

A UE tem sido muito clara ao afirmar que quer libertar-se do petróleo e do gás russos, mas os acontecimentos dos últimos três ou quatro dias também têm sido difíceis”, declarou o ministro da Energia da Noruega, Terje Aasland, numa conferência em Oslo, para depois acrescentar: “Com a situação geopolítica que vemos agora, acredito que o debate será reavivado”.

O Financial Times dá ainda conta que alguns governos da UE e a Comissão Europeia estão a pedir a Kiev que os receba, para acompanharem os trabalhos que o país liderado por Volodymir Zelensly está a fazer para restabelecer os fluxos de petróleo. O FT afirma ter confirmado esta informação junto de cinco diplomatas e responsáveis da UE.

A Ucrânia tem vindo a afirmar que o oleoduto Druzhba está extensamente danificado. Da parte da Comissão Europeia, indicam duas fontes, a própria presidente, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, terão pedido para visitar os trabalhos, acesso que lhes foi negado.

Foi no passado dia 26 de janeiro que os países da União Europeia aprovaram a proibição das importações de gás russo até ao final de 2027, na sequência da invasão da Rússia à Ucrânia. A Eslováquia e a Hungria votaram contra, e a Bulgária absteve-se. Em relação ao petróleo russo, uma proposta legal que previa uma proibição permanente das importações deveria ser discutida em meados de abril.

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