Fundo Vallis compra cerâmica Costa Verde com vendas de 16 milhões e 320 trabalhadores

Depois de adquirir a Ceramirupe em Alcobaça, o fundo portuense comprou 83,5% da empresa de porcelanas Costa Verde, fundada em Vagos em 1992.

A portuguesa Vallis Capital Partners comprou 83,5% da Costa Verde, participação anteriormente detida pelos principais distribuidores nacionais. Com esta aquisição, a private equity pretende criar um grupo industrial de referência no setor da cerâmica de mesa.

“Esta alteração na estrutura acionista representa o início de um novo ciclo de crescimento para a empresa, assegurando maior robustez financeira, reforço da capacidade estratégica e melhores condições para concretizar um plano de desenvolvimento ambicioso e sustentado“, explica a empresa em comunicado.

Fundada em Vagos em 1992, a Costa Verde dedica-se à conceção, desenvolvimento, fabrico e comercialização de louça cerâmica em porcelana para uso doméstico, hotelaria e restauração. Está presente em mais de 50 geografias.

Em 2025, a empresa nortenha registou um volume de negócios próximo dos 16 milhões de euros, sendo que mais de dois terços das vendas têm origem nos mercados externos.

A empresa aveirense reforça que a “entrada da Vallis Capital Partners na Costa Verde enquadra-se numa estratégia de criação de um grupo industrial de referência no setor do tableware” (cerâmica de mesa), pouco tempo depois de o fundo ter entrado nesta indústria através da aquisição da Ceramirupe, empresa sediada em Alcobaça dedicada ao fabrico de grés.

O objetivo estratégico passa por “criar um operador com escala, forte presença exportadora e capacidade de afirmação no contexto europeu”. Para a Costa Verde, “esta nova etapa permitirá acelerar o investimento em inovação, eficiência produtiva, sustentabilidade ambiental e reforço da marca nos mercados externos”.

A empresa da região de Aveiro, que manterá a equipa de gestão liderada por Miguel Neves, que fica com uma participação de 13,5%, sublinha que manterá também a “identidade e compromisso com colaboradores, clientes e fornecedores, garantindo continuidade operacional e estabilidade nas relações comerciais”.

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