Bolsas recuperam após terça-feira negra. Nos dispara mais de 7% em Lisboa
Estabilização dos preços do petróleo e do gás suportou subida dos mercados acionistas nesta quarta-feira. Em Lisboa, as ações da operadora Nos dispararam mais de 7% com bons resultados e dividendos.
Foi um dia de recuperações nas bolsas europeias, incluindo em Lisboa, depois de uma sessão de forte pressão vendedora por conta do conflito no Médio Oriente. Os preços do gás e do petróleo estabilizaram e também ajudou à confiança dos investidores. Por cá, as ações da Nos dispararam mais de 7% depois de resultados animadores que trouxeram uma melhoria do dividendo.
O PSI somou 0,59% para 8.931,27 pontos, depois de ter afundado mais de 4% na sessão anterior, a pior desde abril. Lisboa subiu, mas os ganhos ficaram aquém dos que foram registados aqui ao lado, onde o IBEX-35 somou perto de 3%. Em Frankfurt, o DAX avançou perto de 2%. E o índice de referência do Velho Continente, o Stoxx 600, somou perto de 1,5%.
Do outro lado do Atlântico, Wall Street também avança com ganhos acima de 1% no Nasdaq, enquanto o S&P 500 sobe mais de 0,8%. No mercado petrolífero, o barril de Brent cai 0,7% para 80,85 dólares. E os preços do gás cedem mais de 15%, corrigindo das fortes valorizações das últimas duas sessões.
Para o acalmar dos mercados ajudou a notícia de que Teerão terá contactado as autoridades americanas para encontrarem uma solução para o fim dos ataques que começaram no fim de semana e já se alastraram por toda a região do Médio Oriente. Mas ainda há muitas dúvidas de que Trump ou o regime iraniano aceitem um cessar-fogo, notavam os analistas da sala de mercados do BCP.
“Certo é que os preços do petróleo estabilizaram e isso traz tranquilidade às bolsas, uma vez que uma escalada de custos energético pode conduzir a maiores pressões inflacionistas e travar descidas de juros adicionais nos EUA”, explicaram numa nota enviada aos clientes.
No PSI, cinco das 16 cotadas fecharam abaixo da linha de água, com a Galp a derrapar 3,63% para 18,73% e a Navigator a cair mais de 1%.
Por seu turno, a Nos brilhou. As ações da telecom dispararam 7,6% para 5,38 euros, o valor mais elevado em seis anos, depois de ter anunciado resultados acima do esperado e um reforço do dividendo que correspondia a uma yield de 9% face à cotação de fecho de ontem.
O BCP escalou 2,85% para 0,845 euros, recuperando as quedas expressivas da véspera. Assim como recuperou a Mota-Engil do afundanço de 10% de ontem, embora as ações da construtora tenham somado apenas 2%.
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