Nos diz que “extensão” do contrato com Benfica teve “incremento de custos inferior à inflação”

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Miguel Almeida relativiza 104,6 milhões pagos pelos direitos televisivos do Benfica até 2028, considerando-o uma "extensão" do contrato assinado há dez anos que termina no fim desta época.

O presidente executivo da Nos relativizou esta quarta-feira o acordo de 104,6 milhões de euros assinado em janeiro pelos direitos televisivos do Benfica, considerando-o uma “extensão” do contrato assinado em 2015, que termina no final desta época. No entanto, Miguel Almeida acrescentou que “o incremento de custos” foi “inferior à inflação”.

No final de janeiro, a Nos e a SAD benfiquista assinaram um contrato de cedência de direitos de transmissão no valor de 104,6 milhões de euros até 2028. Na altura, o Benfica enalteceu este acordo como “o contrato mais alto de sempre celebrado em Portugal”.

Instado a comentar o racional económico da decisão, Miguel Almeida disse ser “uma manutenção do status quo“. “Em relação ao Benfica, a pergunta devia-se ter colocado em 2015. Em 2015, a Nos estabeleceu um acordo com a Sport Lisboa e Benfica. Esse acordo era por dez anos e ia de 2016 a 2026. Portanto, o acordo termina no fim desta época desportiva. Aquilo que nós fizemos, na prática, independentemente dos embrulhos que se queiram dar, foi uma extensão desse acordo por mais dois anos, até 2028, que é a altura em que se prevê, ou está prevista, a famosa centralização”, afirmou o gestor.

“Portanto, é uma extensão de um contrato existente, de um acordo existente, com um incremento de custos inferior à inflação, já agora. Portanto, não tem nenhum racional novo. Temos que recuar a 2015 para perceber o racional”, insistiu Miguel Almeida, respondendo às perguntas dos jornalistas numa conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais na sede da operadora, em Lisboa.

Miguel Almeida falou ainda da SportTV, o canal desportivo do qual a Nos detém 25%. A participação, assegurou, é para manter: “Nós estamos na SportTV há 25 anos, desde sempre. Não vemos razão para sair. E, pela razão histórica que presidiu à lógica do negócio da altura, vamos ficar. Estamos confortáveis com essa participação, não vemos razão para a aumentar ou diminuir”, indicou.

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