Nos mantém-se compradora após aquisição da Claranet: “Não me surpreenderia que 2026 trouxesse novidades”, diz CEO

Miguel Almeida admitiu que a Nos está "a olhar" para outros negócios que permitam reforçar o portefólio na área da tecnologia, depois da compra da Claranet. Pode haver novidades este ano.

A compra da Claranet Portugal no ano passado por 152 milhões de euros não saciou o apetite da Nos por fusões e aquisições. Esta quarta-feira, o CEO da operadora admitiu o interesse na compra de mais empresas que prestam serviços na área da tecnologia, de forma a fazer crescer de forma inorgânica esta nova rubrica de negócio do grupo, e sinalizou que pode haver novidades nessa vertente ainda este ano.

“Não me surpreenderia que 2026 trouxesse mais novidades” sobre eventuais fusões e aquisições envolvendo a Nos, disse Miguel Almeida, a comentar a possibilidade de vir a adquirir outras empresas tecnológicas. “Estamos a olhar, mas nada de concreto neste momento”, indicou, durante uma conferência de imprensa para apresentar os resultados anuais da operadora.

Com a consolidação da Claranet Portugal no grupo a partir de abril de 2025, a Nos reportou receitas de 167,2 milhões de euros com “Tecnologias da Informação (TI)”. No portefólio da Nos estão marcas como a CyberInspect, que atua na área dos testes de cibersegurança, a Ten Twenty One, especializada em transformação digital e uma posição na empresa de desenvolvimento DareData.

“O nosso plano é continuar a reforçar esse lado do negócio. Crescimento por aquisição de empresas no negócio de telecomunicações não é um cenário viável, mas queremos crescer no negócio de tecnologias da informação, obviamente organicamente, mas também porventura por aquisições”, concluiu Miguel Almeida.

Na conferência de imprensa, Miguel Almeida tentou convencer os jornalistas de que a Nos já não é “uma Telco“, mas sim “uma TechCo. “Porque, de facto, temos muito mais do que telecomunicações”, reiterou.

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