Líder da Nos prevê “inevitável aumento da inflação” com a guerra

O gestor português Miguel Almeida lamentou a escalada da guerra no Médio Oriente e declarou que será "inevitável" outro aumento generalizado dos preços e uma menor "fluidez" no negócio.

O presidente executivo da Nos, Miguel Almeida, lamentou esta quarta-feira a escalada da guerra no Médio Oriente, prevendo um novo surto inflacionista “impossível de evitar”, numa altura em que os ataques dos EUA e Israel contra o Irão e o encerramento do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas já levaram o barril de petróleo a superar os 80 dólares.

“Penso que vai ser inevitável um aumento da inflação. Não sou grande apologista do aumento da inflação. Acho que vai ser impossível de evitar esse aumento da inflação e acho que isso não é positivo”, afirmou o gestor português, durante uma conferência de imprensa em Lisboa para apresentar os resultados anuais da operadora.

Com este pano de fundo, Miguel Almeida considerou que “este tipo e disrupção das cadeias de abastecimento que acaba sempre por acontecer também não ajuda à fluidez do negócio”, fazendo uma referência direta ao encerramento de “traçados marítimos” em consequência da guerra.

“Portanto, enquanto gestor, é evidente que toda esta incerteza não ajuda os consumidores, não ajuda à confiança dos mercados, não ajuda à confiança dos investidores, apesar de eles estarem bastante confiantes. Mas é evidente que esse é o fator mais negativo é este risco da inflação”, disse, sublinhando que, “enquanto cidadão”, as “preocupações” são “outras”.

Na terça-feira, perante a escalada da guerra no Médio Oriente, que já envolve muitos dos países do Golfo, e face à escalada dos preços do petróleo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu que os EUA poderão garantir seguros e escolta para que os navios possam circular na região.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h00)

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