Portugal arranca o ano com desemprego abaixo da UE e da Zona Euro
Taxa de desemprego foi de 5,6% em Portugal em janeiro. Em comparação, média da União Europeia foi de 5,8% e da Zona Euro de 6,1%, o que significa que mercado luso está mais forte que o comunitário.
Portugal arrancou o ano de 2026 com uma taxa de desemprego inferior à média tanto da União Europeia, como da Zona Euro, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat. Por cá, esse indicador está no valor mais baixo dos últimos 24 anos.
“Em janeiro de 2026, a taxa de desemprego da Zona Euro foi de 6,1%, abaixo dos 6,2% registados em dezembro de 2025 e dos 6,3% verificados em janeiro do mesmo ano. Já a taxa de desemprego da União Europeia foi de 5,8%, também inferior aos 5,9% registados em dezembro de 2025 e dos 6% verificados em janeiro desse ano”, informa o gabinete de estatísticas, num destaque publicado esta quarta-feira.

Em comparação, em Portugal, a taxa de desemprego situou-se em 5,6% no primeiro mês do ano, o que corresponde ao mesmo valor registado em dezembro e a um recuo de 0,7 pontos percentuais face ao verificado há um ano. Segundo já tinha destacado o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), é preciso recuar a fevereiro de 2002 para encontrar um valor tão baixo.
Entre os vários Estados-membros, foi na Finlândia que se registou a taxa de desemprego mais grave no arranque de 2026: 10,0% (ainda assim, um recuo face aos 10,3% registados em dezembro). Seguiram-se Espanha (9,8%) e a Suécia (8,0%).
Já a taxa de desemprego mais baixa foi verificada na Polónia e na Bulgária (ambas com 3,1%). Também na base da tabela aparecem a Chéquia (3,2%) e Malta (3,4%).
Quanto ao desemprego jovem, o Eurostat dá nota de que em janeiro havia em torno de 2,9 milhões de pessoas com menos de 25 euros na União Europeia com interesse em trabalhar que não tinham um posto laboral. A taxa de desemprego jovem fixou-se, assim, em 15,1% no bloco comunitário, abaixo dos 15,2% registados em dezembro. Na Zona Euro, fixou-se em 14,8%, abaixo dos 15% contabilizados em dezembro.

Em Portugal, a taxa de desemprego jovem situou-se em 18,2% no arranque de 2026, tendo descido 0,4 pontos percentuais face a dezembro e equivalendo ao “valor mais baixo desde abril de 2023, quando igualou aquele valor”, de acordo com o INE.
Apesar de este recuo, Portugal continuou a ter a sétima taxa de desemprego jovem mais elevada da União Europeia. Pior do que o indicador português, foi o de Espanha (23,5%), Finlândia (22,4%), Suécia (22,1%), França (20,9%), Luxemburgo (19,7%) e Itália (18,9%).
Já a Alemanha (7,1%) consegue a distinção de Estado-membro com a taxa de desemprego mais baixa do bloco comunitário. Em destaque estão ainda os Países Baixos (9,3%) e a Chéquia (10,0%).
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