Quase metade das famílias considera “pesados” os custos com dentista
Proporção de agregados familiares que avaliam os encargos financeiros com cuidados dentários como pesados (47,2%) é mais elevada do que a observada para os encargos com medicamentos (45,7%).
As famílias veem os custos dos cuidados dentários como mais pesados para as suas carteiras do que os encargos com medicamentos e, mesmo, dos cuidados médicos. Esta é a conclusão do mais recente “Inquérito às Condições de Vida e Rendimento” no que toca à área da Saúde, divulgado esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
“A proporção de agregados familiares que avaliavam os encargos financeiros com cuidados dentários como pesados em 2025 (47,2%) era mais elevada do que a observada para os encargos com medicamentos (45,7%) e, sobretudo, em relação aos cuidados médicos (39,3%)”, indica o gabinete estatístico, acrescentando que a avaliação negativa “era maior no caso das famílias em risco de pobreza e nos agregados familiares com idosos”.
Os resultados do inquérito revelam também que 79,5% da população com 16 ou mais anos teve pelo menos uma consulta de medicina geral e familiar nos 12 meses anteriores à entrevista, 59,6% uma consulta de medicina dentária e 53,3% uma consulta de outra especialidade.
Em todos os casos, “mais mulheres do que homens referiram ter tido consultas médicas: 84,1% no caso da medicina geral e familiar, 62,4% para cuidados dentários e 59,9% para outras especialidades (respetivamente, 74,5%, 56,4% e 46,0%, para os homens)”, aponta o INE.

Enquanto a proporção de pessoas que referiram ter tido consultas médicas, seja de medicina geral e familiar, seja de outras especialidades, aumentava à medida que o grupo etário avançava, o mesmo não se verificava no caso dos cuidados dentários, em que a proporção de utilizadores era substancialmente mais elevada nos grupos etários mais jovens.
Aliás, a monitorização da saúde oral era maior para os níveis de escolaridade mais elevados e para a população empregada, e menor para a população em risco de pobreza.
Segundo os dados do serviço estatístico, a proporção de pessoas que viram as suas necessidades de exames ou tratamentos médicos não satisfeitas foi de 3,8% no ano passado, uma percentagem que sobe para 10,2% no que diz respeito às necessidades de cuidados dentários – três décimas acima da proporção de 2024, ano em que Portugal apresentava o quinto pior desempenho no contexto da União Europeia (UE).
Como principal motivo para a não realização de exames ou tratamentos médicos destacam-se as listas de espera (39,6%), ao passo que a principal razão para a não realização de exames ou tratamentos dentários foi a falta de disponibilidade financeira (76%).
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