Taxa de juro dos depósitos volta a cair para 1,34% e renova mínimos de quase dois anos

Remuneração dos depósitos dos particulares caiu pelo segundo mês consecutivo para mínimos de maior de 2023, colocando Portugal como o quarto país que menos paga pelas poupanças das famílias.

A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares caiu pelo segundo mês consecutivo em janeiro para 1,34%, menos dois pontos base face à remuneração de 1,36% em dezembro, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

A queda retoma a tendência de descida que marcou quase todo o ciclo de 2024 e 2025, após uma breve estabilização no final do ano passado, colocando a remuneração atual dos depósitos em mínimos de maio de 2023.

No contexto europeu, a posição de Portugal não melhorou. O país manteve-se como o quarto mercado com as taxas de juro dos depósitos mais baixas de toda a área do euro, refere o supervisor bancário em comunicado, apenas à frente de Chipre, Grécia e Eslovénia.

A diferença face à média da Zona Euro continua a ser expressiva: enquanto os bancos portugueses pagaram 1,34% pelos novos depósitos, a média europeia rondou os 1,82%, o que representa, por cada 10.000 euros depositados, uma diferença anual de cerca 49 euros brutos.

Os dados do Banco de Portugal revelam ainda que o montante de novos depósitos a prazo de particulares totalizou 11.827 milhões de euros, mais 1.037 milhões de euros face ao mês anterior. Este aumento no volume, que contraria a descida da taxa de juro, poderá refletir um comportamento sazonal típico de início de ano, com as famílias a reforçarem as suas aplicações de poupança após o período natalício.

O regulador revela ainda que os depósitos com maturidade até um ano continuam a dominar as escolhas dos aforradores (cerca de 96% do bolo total), uma tendência que tem sido consistente ao longo dos últimos meses e que reflete a preferência das famílias por aplicações de curto prazo, ainda que a remuneração oferecida seja bastante baixa. A taxa de juro destes depósitos até um ano também recuou 2 pontos base para 1,35%.

No plano empresarial, a tendência também tem sido de descida gradual da remuneração oferecida pelos bancos. Em janeiro, “a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de empresas diminuiu de 1,74%, em dezembro, para 1,69% em janeiro”, refere o Banco de Portugal em comunicado, notando ainda que o “montante destas novas operações de depósitos totalizou 10.027 milhões de euros, menos 46 milhões do que em dezembro.”

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