Impresa regressa aos resultados positivos em 2025. SIC regista lucro de 8,3 milhões

"As nossas marcas e os nossos valores continuarão a ser os nossos principais ativos, que serão em breve reforçados com a entrada de um novo parceiro de excelência", antecipa o CEO do grupo.

A Impresa regressou aos lucros no último ano, com um resultado líquido de 1,2 milhões de euros, segundo um comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários esta quinta-feira. “É o melhor desempenho desde 2021 e uma melhoria de 6,7 milhões de euros face ao exercício anterior, no qual se tinha registado um prejuízo de 5,5 milhões de euros”, recorda o grupo em comunicado. A SIC registou um lucro de 8,3 milhões de euros, um crescimento de 74,7% face aos 4,8 milhões de 2024, e o EBITDA recorrente subiu 17%, para 17,7 milhões de euros.

Em 2024, recorde-se, o grupo registou também perdas de imparidade de goodwill no montante de 60,7 milhões de euros, o que atirou os resultados da dona da SIC para um prejuízo de 66,2 milhões.

No último ano, as receitas totais do grupo foram de 181,8 milhões de euros (-0,2%) e os custos operacionais de 163,1 (-0,5%). O EBITDA foi de 18,8 milhões (+1,8%) com uma margem de 10,3%. Já o EBITDA recorrente situou-se nos 19,3%, uma melhoria de 22,8%. O EBIT foi de 14,6 milhões (+6%), com uma margem de 8%. A dívida remunerada líquida situava-se no final do exercício nos 126,9 milhões de euros, menos 4 milhões do que no final de 2024.

“A melhoria dos resultados financeiros em 10,2% face a 2024 resulta do efeito combinado da redução das taxas de juro verificadas ao longo de 2025 e da diminuição da dívida líquida média do Grupo no período”, destaca p grupo no comunicado enviado na tarde desta quinta-feira à CMVM.

Analisando por áreas, o segmento de televisão obteve receitas totais de 157 milhões de euros, menos 0,3% do que no ano anterior, e os custos situaram-se nos 139,5 milhões (+0,2%). O EBITDA fixou-se em 17,6 milhões, uma margem de 11,2%, e o EBITDA recorrente nos 17,7 milhões, um crescimento de 17,0% face ao período homólogo. O resultado líquido foi de 8,3 milhões de euros, uma variação positiva de 74,7%.

Recorde-se no entanto que a SIC vendeu a totalidade da sua participação no capital social da DualTickets, S.A., sociedade que detém, de forma indireta, uma participação na empresa que desenvolve a plataforma de bilheteira online Bol por 3,5 mihões de euros.

No segmento de imprensa as receitas desceram 4,9%, para os 22,3 milhões de euros, e os custos operacionais fixaram-se nos 20,6 milhões, uma redução de 4%. O EBITDA situou-se nos 1,7 milhões (-14,8%) e o EBITDA recorrente caiu também 14,8%, para os 1,9 milhões.

O segmento Outras, que integra a InfoPortugal, registou em 2025 receitas no montante de 2,5 milhões, um crescimento de 79,5% face ao exercício anterior. “Este crescimento reflete a recuperação da atividade comercial da Infoportugal e a celebração de novos contratos na área de sistemas de informação geográfica e bases de dados empresariais”, justifica o grupo.

A Impresa dá ainda conta de que as ações do grupo terminaram 2025 com uma subida de 68,6% face ao final de 2024. “Os volumes de transação registaram uma subida de 753,6% relativamente ao período homólogo, refletindo uma média de 451,3 mil ações transacionadas por sessão, entre janeiro e dezembro de 2025“, concretiza.

Tal como afirmámos no início do ano passado, 2025 marcou o início da recuperação operacional e financeira da Impresa, com o começo de um novo ciclo estratégico. Se expurgarmos efeitos não recorrentes em 2024 e 2025, as receitas do Grupo cresceram 2,4 milhões de euros. Adicionalmente, o corte de custos, em quase 800 mil euros, foi já o reflexo da implementação do projeto “Impresa 2028”. Esta iniciativa, que tem como objetivo a melhoria da margem operacional e é centrada na otimização das despesas e na captura de sinergias internas, continuará a ser executada este ano”, justifica Francisco Pedro Balsemão.

Num comentário no qual refere que os resultados “apenas foram possíveis com o esforço e a mobilização dos colaboradores da Impresa, que merecem uma palavra de reconhecimento, e através do apoio dos nossos stakeholders, que nos acompanham desde 1973″, o CEO do grupo acrescenta que “as nossas marcas e os nossos valores continuarão a ser os nossos principais ativos, que serão em breve reforçados com a entrada de um novo parceiro de excelência”.

No relatório enviado à CMVM, o grupo recorda que em novembro de 2025, a Impresa comunicou ao mercado a celebração de um acordo de investimento com a MFE – MediaForEurope que prevê a subscrição, pela MFE, de um aumento de capital até 17,3 milhões de euros, sujeito a condições precedentes, incluindo uma aprovação por parte da CMVM.

Destas condições, que no essencial eram o acordo dos restantes acionistas, da banca e a garantia de que a operação se pode concretizar sem que a MFE seja obrigada a lançar uma OPA, falta a decisão da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

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