Mau tempo: Municípios podem receber adiantamentos já na próxima semana

  • Lusa e ECO
  • 5 Março 2026

Coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução do Centro do País admite que os municípios poderão receber na próxima semana adiantamentos para fazer face aos danos causados pelo mau tempo.

 

“Já estamos a ver como é que adiantamos e colocamos verbas: como se está a fazer com as empresas, também se consiga fazer com os municípios”, afirma Paulo Fernandes ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSAPEDRO SANTOS/LUSA

O coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução do Centro do País, Paulo Fernandes, admitiu, nesta quinta-feira, que os municípios poderão receber, já na próxima semana, um adiantamento para fazer face aos danos causados pelo mau tempo.

O anúncio de Paulo Fernandes foi feito durante a apresentação do Programa Municipal de Recuperação e Transformação “Renascer e Avançar Pombal”, que decorreu ao final da manhã, nos Paços do Município de Pombal, distrito de Leiria.

“Na próxima semana, esperemos que uma parte do dinheiro possa ser distribuído aos municípios, em termos de atendimento. Os municípios ainda estão a fazer os seus próprios levantamentos”, destaca, admitindo que o processo poder demorar “em alguns casos, se calhar até alguns meses”.

“Já estamos a ver como é que adiantamos e colocamos verbas: como se está a fazer com as empresas, também se consiga fazer com os municípios”, acrescentou.

O antigo presidente da Câmara Municipal do Fundão espera que na próxima semana se registe “um avanço muito significativo”, garantindo que o Governo, bem como a Estrutura de Missão, as comunidades intermunicipais, os municípios e a Associação Nacional de Municípios Portugueses estão todos “a trabalhar nesse sentido” e para que “isso acelere”.

À margem da apresentação do Programa Municipal de Recuperação e Transformação “Renascer e Avançar Pombal”, Paulo Fernandes esclareceu ainda que alguns municípios pediram para prolongar, até sexta-feira, o levantamento dos dados relativos aos danos, que devia ter acontecido até à última terça-feira.

“Com esses dados e com a reflexão sobre os critérios, diria que o adiantamento poderá ser feito no final da próxima semana, mesmo antes de uma análise muito fina de tudo aquilo que está a ser enviado, porque vão ser milhares de ações e vai demorar algum tempo até se poder, nas diferentes CCDR [comissões de coordenação e desenvolvimento regional] fazer uma análise muito fina de tudo aquilo que foi enviado”, indicou.

Segundo o antigo autarca, os critérios do adiantamento para os municípios, para os quais “há cerca de 150 milhões de euros disponíveis de imediato, ainda não estão fechados e serão “muito ponderados”.

Quase 50% dos pedidos de apoio em 1% dos municípios

Cerca de metade dos 22 mil pedidos de apoio para a reconstrução de casas devido ao mau tempo são dos concelhos de Leiria, Pombal e Marinha Grande, revelou Paulo Fernandes.

“É verdade que os três municípios mais afetados, agora nas candidaturas, representam mais de 50% do número de apoios para as casas, nas cerca de 22 mil candidaturas que já nos chegaram”, sublinhou.

Somando a Leiria, Pombal e Marinha Grande o concelho de Ourém [distrito de Santarém], é foram realizados “mais de 50% dos pedidos de apoio relativamente ao número de casas”, num total de 22 mil candidaturas entregues até quarta-feira.

“Em termos de seguros, das mais de 140 mil apólices que já foram acionadas neste momento, cerca de 60% do valor dessas apólices estão no distrito de Leiria”, acrescentou.

De acordo com Paulo Fernandes, no que toca às linhas para a área da economia das empresas, “em cerca de 60% dos mais de 1.200 mil milhões que já foram pedidos, mais de metade desse valor também é do distrito de Leiria”.

“Vejam nas casas, nas apólices, nas linhas entretanto criadas. Ou seja, em três indicadores muito fortes, com amostragens gigantescas e que já estão muito próximas do que vai ser a realidade final, andam sempre nos 50%, 60%, tudo muito aqui concentrado”, apontou.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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