Menos juros e mais provisões afundam lucro do Crédito Agrícola para 289 milhões

Crédito Agrícola registou uma quebra de 34% dos lucros no ano passado. Descida das taxas de juro penalizou margem. Também o registo de 63 milhões em provisões pressionou o resultado.

O Crédito Agrícola teve uma quebra de 35% dos lucros no ano passado, com o resultado a ser penalizado não só pela descida das taxas de juro, mas também pelo registo de milhões em provisões e imparidades, segundo anunciou esta quinta-feira.

A instituição liderada por Sérgio Frade registou lucros de 289 milhões de euros em 2025, menos 149,2 milhões em comparação com os resultados de 2024.

A margem financeira caiu 16,3% para 655,4 milhões de euros por conta da descida das taxas de juro, fator que ajuda a explicar a redução dos lucros não só do Crédito Agrícola, mas da generalidade do setor.

Por outro lado, o grupo também contabilizou 64,3 milhões de euros em provisões e imparidades, dinheiro que colocou de lado ou dá como perdido face a eventuais perdas no futuro. Foi um aumento de 62,8 milhões em relação a 2024 e que também impactou negativamente o resultado líquido.

Segundo o Crédito Agrícola, o registo destas provisões e imparidades “reflete, entre outros fatores, a revisão da componente de análise individual em imparidades da carteira de crédito, bem como a incorporação de riscos futuros ao nível da incerteza macroeconómica e geopolítica que condicionam o comércio internacional”. O banco fechou 2025 com um rácio de malparado de 3,7%, um desagravamento de 0,9 pontos percentuais num ano.

Os custos de estrutura aumentaram 6,7% para perto de 490 milhões de euros, com a instituição a explicar que tal se deveu sobretudo ao aumento com os custos com o pessoal em 6,9%.

A carteira de crédito acelerou quase 8% para 13,7 mil milhões de euros, com o segmento da habitação a acelerar 13% para 3,96 mil milhões. O Crédito Agrícola destaca que no âmbito da garantia pública para jovens já concedeu 164,6 milhões em empréstimos para a compra de casa, correspondendo a perto de mil contratos.

Nos recursos de clientes, os depósitos ascenderam a 23,8 mil milhões de euros, mais 8,2% em termos homólogos.

No que toca ao negócio das seguradoras, deram um contributo de 16,9 milhões de euros para o resultado do Crédito Agrícola, menos 35% em relação a 2024.

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