Miguel Almeida considera “precoce” discutir sucessão na Nos: “Energia e ideias não me faltam, e vontade também não”
Miguel Almeida mostra-se com "energia" e "vontade" para continuar aos comandos da Nos. Mandato termina no final de 2027. Questionado, diz ser "um bocadinho precoce" discutir a sua sucessão.

Consciente de que já há quem o chame de “dinossauro” das telecomunicações, o gestor há mais tempo aos comandos de uma operadora em Portugal mostra-se com força, energia e vontade para executar o seu mandato. Assim, Miguel Almeida considera “precoce” discutir a sua sucessão na liderança da Nos.
“Apesar de dinossauro com muitos anos, sinto-me muito jovem. Aliás, pareço um jovem”, brincou Miguel Almeida, quando questionado esta quarta-feira pelo ECO se este será o seu último mandato enquanto CEO da operadora.
Nascido no Porto em 1967 — completa 59 anos este ano –, o engenheiro e gestor termina o atual mandato no final de 2027, após ter sido reconduzido no ano passado. No passado, circularam rumores de que queria sair. Mas, em resposta à questão, Miguel Almeida garante ter a força necessária para conduzir uma empresa que está em pleno processo de transformação externa e interna.
“Energia e ideias não me faltam, e vontade também não”, assegura o gestor, aludindo à sua continuidade na liderança da Nos. “Agora, é uma questão que se coloca aos acionistas e nem sequer é no curto prazo. O mandato termina no fim de 2027, portanto acho que é um bocadinho precoce para estar a abrir essa discussão”, respondeu.
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"Energia e ideias não me faltam, e vontade [de continuar a liderar a Nos] também não.”
Miguel Almeida é o líder da Nos desde o início, quando a empresa emergiu da fusão da Optimus com a Zon em outubro de 2013. Antes disso, era o CEO da Optimus, cargo que ocupava desde 2010. Mas já era administrador executivo desde o ano 2000.
Na conferência de imprensa que deu esta quarta-feira, para apresentar os resultados de 2025 — e insistir que a Nos já não é uma Telco, mas sim uma Techco –, Miguel Almeida enalteceu este percurso quando se referiu aos efeitos das tempestades, indicando que, em 26 anos no setor, nunca tinha visto nada assim.
A Nos sofreu uma quebra de 10% nos lucros em 2025, mas o recuo é explicado pelo menor impacto dos “efeitos recorrentes” que tinham impulsionado as contas em 2024. Excluindo esse impacto, o resultado líquido teria crescido quase 30%, num ano em que a empresa adquiriu a Claranet Portugal. Neste contexto, a administração propôs manter o dividendo ordinário e duplicar o extraordinário, prevendo pagar um total de 45 cêntimos por ação.
O CEO da Nos explicou esta quarta-feira que a empresa quer continuar a diversificar o negócio para a prestação de serviços tecnológicos. Nesse sentido, não descartou a intenção de adquirir outras empresas de tecnologia, sinalizando que podem haver novidades ainda no decurso deste ano.
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