Morreu o escritor António Lobo Antunes

  • ECO
  • 5 Março 2026

Considerado um dos maiores escritores da literatura portuguesa contemporânea, António Lobo Antunes escreveu mais de três dezenas de romances. Tinha 83 anos.

António Lobo Antunes morreu esta quinta-feira, aos 83 anos. Era considerado um dos maiores escritores da literatura portuguesa contemporânea, tendo sido frequentemente apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Nasceu em Lisboa em 1942, formou-se em Medicina na mesma cidade e serviu como médico em Angola durante a Guerra Colonial, entre 1971 e 1973 — experiência que, aliás, marcou a sua escrita.

Cumprido o serviço militar, Lobo Antunes especializou-se em psiquiatria, tendo exercido a especialidade durante alguns anos no Hospital Miguel Bombarda até a abandonar por completo para se dedicar à literatura.

Ao longo da sua carreira de mais de quatro décadas, escreveu mais de 40 livros, sobretudo romances: desde a estreia em 1979 com “Memória de Elefante” e “Os Cus de Judas”, ao “Conhecimento do Inferno”, “Manual dos Inquisidores”, “Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo” ou “Eu Hei-de Amar uma Pedra”.

Em 2007, foi galardoado com o Prémio Camões, o prémio de maior prestígio da literatura em língua portuguesa. Completaria 84 anos em 1 de setembro.

A República Portuguesa condecorou-o com o Grande Colar da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de “Commandeur” da Ordem das Artes e das Letras, em 2008.

Entretanto, na reunião desta manhã do Conselho de Ministros, presidido pelo Presidente da República, foi aprovado o decreto que determina um dia de luto nacional em homenagem a António Lobo Antunes, a ocorrer no sábado, dia 7 de março.

O Governo também propôs ao Presidente da República, que prontamente aceitou, a atribuição do Grande-Colar da Ordem de Camões ao escritor.

(Notícia atualizada às 12h07 com aprovação do decreto que determina dia de luto nacional)

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