Morreu o escritor António Lobo Antunes
Considerado um dos maiores escritores da literatura portuguesa contemporânea, António Lobo Antunes escreveu mais de três dezenas de romances. Tinha 83 anos.
António Lobo Antunes morreu esta quinta-feira, aos 83 anos. Era considerado um dos maiores escritores da literatura portuguesa contemporânea, tendo sido frequentemente apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura.
Nasceu em Lisboa em 1942, formou-se em Medicina na mesma cidade e serviu como médico em Angola durante a Guerra Colonial, entre 1971 e 1973 — experiência que, aliás, marcou a sua escrita.
Cumprido o serviço militar, Lobo Antunes especializou-se em psiquiatria, tendo exercido a especialidade durante alguns anos no Hospital Miguel Bombarda até a abandonar por completo para se dedicar à literatura.
Ao longo da sua carreira de mais de quatro décadas, escreveu mais de 40 livros, sobretudo romances: desde a estreia em 1979 com “Memória de Elefante” e “Os Cus de Judas”, ao “Conhecimento do Inferno”, “Manual dos Inquisidores”, “Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo” ou “Eu Hei-de Amar uma Pedra”.
Em 2007, foi galardoado com o Prémio Camões, o prémio de maior prestígio da literatura em língua portuguesa. Completaria 84 anos em 1 de setembro.
A República Portuguesa condecorou-o com o Grande Colar da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de “Commandeur” da Ordem das Artes e das Letras, em 2008.
Entretanto, na reunião desta manhã do Conselho de Ministros, presidido pelo Presidente da República, foi aprovado o decreto que determina um dia de luto nacional em homenagem a António Lobo Antunes, a ocorrer no sábado, dia 7 de março.
O Governo também propôs ao Presidente da República, que prontamente aceitou, a atribuição do Grande-Colar da Ordem de Camões ao escritor.
(Notícia atualizada às 12h07 com aprovação do decreto que determina dia de luto nacional)
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