Trump volta a apontar mira à “hostil” Espanha e ao Reino Unido
O presidente norte-americano voltou a criticar as posições de Espanha e do Reino Unido em relação aos ataques ao Irão. Chama "derrotados" aos nossos vizinhos e diz estar "decepcionado" com Starmer.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou “derrotada” a Espanha e disse estar “muito dececionado” com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por não apoiar “incondicionalmente” as ações de Estados Unidos contra o Irão.
“Temos muitos vencedores, mas a Espanha é uma derrotada, e o Reino Unido tem sido muito dececionante”, disse Trump em entrevista ao The New York Post.
Depois de Espanha ter recusado, no início da semana, a utilização de bases militares no país pelos Estados Unidos para os ataques ao Irão, Trump anunciou o corte das relações comerciais com nuestros hermanos. Apesar da ameaça do líder norte-americano, o primeiro-ministro espanhol manteve a posição contra os ataques dos EUA e de Israel contra o Irão: “Não vamos ser cúmplices de algo que é mau para o mundo por medo de represálias”.
Descontente com este “finca-pé”, Trump voltou a acusar Espanha de ser “muito hostil” e criticou o país por não cumprir as metas da NATO, sublinhando que Madrid não se comprometeu a gastar 5% do PIB em Defesa.
Donald Trump disse ainda estar “muito dececionado” com Starmer, depois do primeiro-ministro britânico ter recusado autorizar o uso de bases aéreas pelos EUA para realizar ataques. O líder norte-americano afirmou ter ficado surpreendido com a resistência de Starmer em colaborador com o Pentágono, dada a tradicional aliança entre Londres e Washington. “Certamente deveríamos poder contar com eles”, disse Trump. “Fiquei muito surpreso com Keir. Muito dececionado.”
Sobre a decisão de não participar nos ataques ofensivos dos Estados Unidos e Israel ao Irão lançados no sábado, Starmer reiterou que “a posição britânica de longa data é que o melhor caminho a seguir para o regime e para o mundo é um acordo negociado com o Irão”, apesar de já ter confirmado que vai enviar mais meios militares para o Qatar.
Também o presidente de Israel, Isaac Herzog, criticou a posição espanhola, afirmando que Espanha “está a jogar um jogo estranho e incompreensível” na guerra contra o Irão e acusa o país de não cumprir “o seu papel como membro da NATO e da União Europeia”, avança a Agência Efe.
Durante o dia, em várias intervenções, Trump afirmou ainda que queria ser envolvido na escolha do líder supremo do Irão. “O filho de Khamenei é um peso-leve. Preciso de estar envolvido na escolha, tal como fiz com Delcy Rodríguez”, disse o presidente dos EUA, em entrevista ao portal norte-americano Axios.
O filho de Khamenei, Mojtaba, tem surgido como um forte candidato para o cargo reservado a uma figura religiosa. O nome “não é aceitável para mim. Queremos alguém que traga paz e harmonia ao Irão”, declarou Trump.
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