⛽ Combustíveis disparam. Diesel sobe 23 cêntimos e gasolina 7,5 cêntimos para a semana
A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá pagar 1,860 euros por litro de gasóleo simples e 1,778 euros por litro de gasolina simples 95. Está aberta a porta à reposição do apoio estatal.
O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que já alastrou a outros países do Médio Oriente, fez disparar os preços dos combustíveis e na próxima semana, quando for abastecer vai pagar mais 23 cêntimos no diesel, o combustível mais usado em Portugal, e mais 7,5 cêntimos na gasolina, de acordo com os dados do ACP para a próxima semana. Já fonte do setor aponta para uma subida de 25 cêntimos no diesel e de sete cêntimos na gasolina. Está assim aberta a porta para o Governo reintroduzir o apoio para mitigar o impacto das subidas, tal como o primeiro-ministro anunciou no debate quinzenal. Esta é a maior subida de sempre do diesel, desde que há registos em 2015, e muito superior aos 16 cêntimos registados a 7 de março de 2022, após a invasão russa à Ucrânia.
A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá pagar 1,860 euros por litro de gasóleo simples e 1,778 euros por litro de gasolina simples 95, tendo em conta os valores médios praticados nas bombas e divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
Estão assim reunidas as condições para ser recuperado o mecanismo de apoio aos combustíveis. O primeiro-ministro anunciou na quarta-feira que o Governo vai avançar com um “desconto extraordinário e temporário” do ISP – Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos para aliviar o preço dos combustíveis caso se verifique um aumento “de mais de dez cêntimos” face ao valor desta semana. Luís Montenegro na abertura do debate quinzenal deu a garantia de que o Governo vai introduzir um desconto temporário e extraordinário para compensar o adicional de receita do IVA, devolvendo todo esse adicional às portuguesas e aos portugueses e às empresas”.
O ECO já questionou o Ministério das Finanças sobre a ativação deste apoio, mas não obteve ainda resposta.
A subida dos preços pode gerar uma maior afluência às bombas, mas a vice-presidente da Anarec já frisou que “não existe risco de rutura em Portugal”. Mafalda Trigo alertou para a desnecessidade de haver pânico porque “não haverá, para já, falta de produto em Portugal e na UE em geral, porque existem, reservas para dois a três meses”. A responsável tinha antecipado um aumento de dez cêntimos nos combustíveis, um dia antes de Montenegro antecipar que avançaria com medidas para mitigar o impacto.
Estes preços podem ainda sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do petróleo Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas também porque os preços finais resultam da média dos valores praticados por todas as gasolineiras. Os preços cobrados ao consumidor final podem variar consoante o posto de abastecimento.
Esta semana, o gasóleo subiu três cêntimos e a gasolina 1,7 cêntimos, um comportamento ligeiramente diferente do esperado pelo mercado ao nível da gasolina onde se esperava que a subida fosse de dois cêntimos.
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 2,2%, para os 87,28 dólares por barril, e caminham para o maior ganho semanal desde fevereiro de 2022, ao escalarem 17,2%.
O petróleo iniciou a escalada após os EUA e Israel terem lançado no sábado ataques contra o Irão, levando-o a interromper a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, que movimenta cerca de um quinto do fornecimento diário mundial de petróleo. O conflito alastrou desde então pelas principais zonas produtoras de energia do Médio Oriente, provocando interrupções na produção de petróleo e o encerramento de refinarias e centrais de gás natural liquefeito.
“A cada dia que passa, a paragem das atividades em Ormuz terá dois grandes impactos no petróleo: a incapacidade de armazenar 20 milhões de barris por dia e a falta de fluxo para o mundo, o que poderá fazer subir os preços globais da energia”, disse Priyanka Sachdeva, analista sénior de mercados da Phillip Nova, citado pela Reuters.
(Notícia atualizada com mais informação)
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