Agências de viagens admitem cancelamentos pontuais para o Médio Oriente
Cancelamentos pontuais, pedidos de alteração e dúvidas sobre destinos. Escalada do conflito no Médio Oriente já se reflete no turismo. Agências consideram prematuro medir efeito estrutural.
O conflito no Médio Oriente já levou ao cancelamento de algumas viagens, mas o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) recusa, para já, falar de um movimento generalizado de desistências. Os cancelamentos concentram-se sobretudo em viagens com partida mais próxima, embora se registe um “aumento significativo de pedidos de informação e de reavaliação de viagens para destinos do Médio Oriente e para alguns mercados da região alargada”.
“Existem, naturalmente, cancelamentos e adiamentos pontuais, particularmente em viagens com partida mais próxima e maior perceção de risco operacional. Mas não podemos falar, nesta fase, de um cancelamento generalizado da procura”, esclarece ao ECO, Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo.
Existem, naturalmente, cancelamentos e adiamentos pontuais, particularmente em viagens com partida mais próxima e maior perceção de risco operacional. Mas não podemos falar, nesta fase, de um cancelamento generalizado da procura.
Também o diretor-geral de vendas da Agência Abreu, Pedro Quintela considera que “ainda é prematuro falar de cancelamentos ou desvios de passageiros”.
Numa altura em que o agravamento da situação no Médio Oriente tem levado ao encerramento ou restrição de espaços aéreos e aeroportos estratégicos — obrigando várias companhias aéreas a suspender, cancelar ou reencaminhar voos para destinos na região ou com escala nesses territórios — Pedro Quintela assegura que a agência de viagens está “essencialmente focada em ajudar quem pretende alterar os seus planos de férias, em especial, nos casos de Dubai e Qatar, destinos para os quais existe recomendação de não viajar por parte do Governo português”.
Questionado sobre eventuais cancelamentos para destinos como Tunísia ou Turquia, o diretor-geral de vendas da Agência Abreu sublinha que “as reservas se mantêm e a bom ritmo“, acrescentando que “não existe este tipo de recomendação” para esses dois destinos.
Apesar de admitir que “ainda é cedo para medir o efeito estrutural” desta guerra, o líder da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo lembra que, com base em experiências anteriores, “o mercado reage de forma violenta, mas tem memória curta, permitindo o regresso aos ritmos de venda normais pouco tempo depois das situações de crise estabilizarem”.
A viver no Dubai, Maria Inês Amaral, fundadora do Aurora Group e da Portuguese Association of Tourism for the Middle East, acredita que “nos primeiros tempos o turismo possa ser afetado”, embora ressalve que “com o tempo, o impacto não vai ser notável”.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Agências de viagens admitem cancelamentos pontuais para o Médio Oriente
{{ noCommentsLabel }}