Angola desafia empresas portuguesas a investirem mais no país destacando turismo
Ministro angolano diz que o "potencial turístico de Angola é único, o país é abençoado com clima, espécies animais únicas, o deserto mais antigo do mundo".
O ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola desafiou esta sexta-feira as empresas portuguesas a investirem mais em Angola, salientando oportunidades em áreas como a agricultura, o turismo e a segurança alimentar. “Queremos estimular a presença de mais empresas portuguesas em Angola”, disse José de Lima Massano na conferência “Radar África – Os Caminhos de Angola”, organizada pelo Jornal de Negócios, hoje em Lisboa.
Questionado sobre as áreas em que as empresas portuguesas podem fazer a diferença e aprofundar a relação com Angola, o governante apontou o turismo, salientando que “o potencial turístico de Angola é único”, mas abordou também a agricultura e a segurança alimentar, dado que a produção nacional ainda não chega para satisfazer a procura interna.
“O potencial turístico de Angola é único, o país é abençoado com clima, espécies animais únicas, o deserto mais antigo do mundo, a maior zona de conservação transfronteiriça do mundo, a palanca negra, a primeira igreja católica construída abaixo do Saara”, destacou, lamentando que o país seja “pouco conhecido do ponto de vista do turismo”.
Este setor vale menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola, e recebe cerca de “200 a 250 mil turistas por ano, mas há grande potencial, desde logo pelo facto de haver 100 países isentos de visto”, disse José de Lima Massano. Portugal, “um país de referência no turismo”, pode partilhar a sua experiência e aumentar os investimentos nesta área em Angola, considerou.
O governante passou em revista as várias reformas que o país tem vindo a lançar nos últimos anos, salientando as medidas destinadas a substituir a importação pela produção nacional, como no caso da carne de frango ou nos óleos alimentares. “São produtos que incomodam, porque o país tem potencial para se tornar exportador”, lamentou, exemplificando que no caso do óleo alimentar, foi preciso limitar a importação a óleos alimentares brutos para incentivar a produção local.
A agricultura é uma das apostas do governo para acelerar o processo de diversificação económica para além do petróleo, que apesar de ter ainda um peso determinante nas receitas de exportação, tem cada vez menos peso na economia.
“Os dados mais recentes relativos a 2025 mostram que o setor não petrolífero tem um peso dominante, perto de 80%, e o petrolífero está nos 19,5%”, lembrou, e a agricultura, “um setor que era muito pouco expressivo agora cresce a uma velocidade bastante interessante, com um peso no PIB que se equipara ao setor petrolífero”, concluiu.
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