Ao lado de Sánchez, Montenegro critica “ameaças” de Trump a “aliado” espanhol

  • Lusa
  • 6 Março 2026

Primeiro-ministro manifestou "respeito total" pelas posições de Pedro Sánchez em matéria de política externa. Na cimeira ibérica disse querer até "desanuviar a tensão" com "um aliado incontornável".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu que os Estados Unidos da América são “um aliado incontornável”, mas criticou também, de forma implícita, as ameaças do Presidente norte-americano a Espanha no conflito no Irão.

Luís Montenegro falava na conferência de imprensa conjunta da 36.ª Cimeira Luso-espanhola, ao lado do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que decorreu hoje de manhã em Huelva (Espanha) e teve como tema central a segurança climática, mas acabou dominada, na fase de perguntas, pelo conflito no Médio Oriente.

O primeiro-ministro português rejeitou que o tema do Irão seja um problema na relação com a Espanha, manifestando “respeito total” pelas posições de Sánchez em matéria de política externa, e dizendo querer até “desanuviar a tensão”.

“As ameaças e as acusações não são o caminho entre aliados”, disse Montenegro, depois de ser questionado sobre a ameaça de represálias de Donald Trump a Espanha.

Já o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, reiterou que a guerra no Médio Oriente, iniciada com ataques dos EUA e Israel ao Irão, é um “erro extraordinário” e ilegal, numa declaração ao lado do homólogo português, Luís Montenegro.

Sobre a posição do governo português em relação ao conflito, Pedro Sánchez disse apenas que “a política externa de cada país a decide cada um dos governos”, depois de ter sido questionado por jornalistas na conferência de imprensa da cimeira ibérica.

O líder do Governo espanhol insistiu em que a guerra foi iniciada “claramente fora da legalidade internacional”.

“Esta guerra é um erro extraordinário, que vamos pagar e já estamos a pagar”, afirmou, referindo os impactos que o conflito já está a ter no aumento do petróleo ou do gás, mas também a nível de vítimas mortais, “dor e sofrimento” no Médio Oriente.

Sánchez tem condenado os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, por considerar que violam direito internacional, e o Governo de Espanha recusou a utilização de bases militares em território espanhol pelos norte-americanos para estas operações. Na resposta, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Espanha com represálias.

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