Brisa conclui compra da posição da Ascendi e fica com 100% da Via Verde

Negócio da Brisa envolveu a compra da participação dos 25% que a Ascendi detinha na Via Verde (e a Via Verde Pay). Concretização do acordo entre as concessionárias torna Brisa acionista único.

É oficial: o grupo Brisa tornou-se o único acionista da Via Verde. A conclusão do acordo com a Ascendi fez com que a Brisa passasse a controlar a totalidade do capital da empresa de cobrança de portagens e serviços de mobilidade, de acordo com a informação divulgada esta sexta-feira pela concessionária de autoestradas.

O negócio da Brisa – Autoestradas de Portugal, cujo valor não foi divulgado, envolveu a compra da participação dos 25% que a Ascendi detinha na Via Verde. O processo estava em curso há cerca de um ano e tinha por detrás o facto de a Ascendi – do fundo francês Ardian – ter, desde 2021, uma posição de 25% na Via Verde, após exercer o direito de preferência para ficar com os 5% vendidos pela SIBS.

A concretização do acordo, que incluiu também a aquisição (indireta) da totalidade do capital social da Via Verde Pay – regulada pelo Banco de Portugal – recebeu a aprovação tanto da Autoridade da Concorrência como do supervisor da banca.

No primeiro semestre de 2025, a Brisa Concessão Rodoviária (BCR) registou lucros de 155,8 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 14,5% em relação aos mesmos seis meses do ano anterior. Os resultados voltaram a beneficiar do “dinamismo da atividade económica portuguesa [que] continuou a promover o crescimento sustentado do tráfego” em toda a rede.

Criada em 1991, a Via Verde processou no ano passado 566 milhões de transações nas portagens, no valor de 1,4 mil milhões de euros, ao longo dos 3.000 kms de rede onde opera. A empresa conta com 5,2 milhões de identificadores instalados, dos quais 1,8 milhões no plano de compra e 3,4 milhões no plano de subscrição.

Para este ano, a Via Verde atualizou a tabela de preços, com diferentes abordagens, consoante os serviços. Os novos valores passam a vigorar a partir de 10 de abril, sendo que o agravamento mais significativo dá-se para os utilizadores que alugam o identificador, mas apenas pagam nos meses de utilização, como noticiou o ECO.

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