CEO da Mota-Engil diz que empresas portuguesas deviam olhar para Angola “de forma mais estrutural”

  • Lusa
  • 6 Março 2026

"Qualquer abordagem a Angola numa abordagem casuística ou de que é só para alguns anos é errada”, defende Carlos Mota Santos, realçando que "é um país que tem um potencial brutal para investimento”.

O presidente executivo da Mota-Engil, Carlos Mota Santos, disse esta sexta-feira que as empresas portuguesas deviam olhar para Angola de forma estrutural e de longo prazo, não só no setor das infraestruturas, mas também noutros como agroalimentar e farmacêutico.

Numa intervenção num painel na Conferência Negócios Radar África, promovida pelo Jornal de Negócios, o responsável sinalizou que a empresa mantém e reforça a confiança no mercado angolano, apontando que sinal disso é o investimento que estão disponíveis a fazer no concurso para a privatização do novo aeroporto internacional de Luanda, do qual saíram vencedores.

“Estamos em fase de negociação do contrato e esperamos a assinatura dentro das próximas semanas”, adiantou.

Questionado sobre o investimento das empresas portuguesas em Angola, Mota Santos considerou que este “não é um mercado oportunístico, é de longo prazo em que tem que haver apostas, investimento de capitais, formação de pessoas”.

Qualquer abordagem a Angola numa abordagem casuística ou de que é só para alguns anos é errada“, defendeu o responsável, acrescentando que no setor das infraestruturas, a “internacionalização tem de ser vista de forma estruturante com plano de negócios e financiamento”.

Assim, as empresas portuguesas, nomeadamente de infraestruturas, mas também de setores como agroalimentar, industrial, medicamentos, serviços “deviam olhar para Angola de forma mais estrutural e de longo prazo”.

Para Mota Santos, há “todo um potencial de atividades que são necessárias em Angola e é um país que tem um potencial brutal para investimento”, sendo que a Mota-Engil tem vindo a investir também fora do setor tradicional, por exemplo em Cabinda na área agrícola de cacau e caju, mas também nos créditos de carbono.

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