Conflito no Médio Oriente atira PSI para pior semana em quase um ano. BCP afunda 9%
Conflito no Médio Oriente afundou bolsas europeias e acelerou escalada dos preços do petróleo. Em Lisboa, apenas a Galp e a Nos escaparam à toada negativa. BCP tombou mais de 9%.
A bolsa portuguesa terminou a semana com uma queda superior a 3,5%, a pior performance desde abril do ano passado. Mota-Engil e o BCP fecharam a afundar mais de 9%, com o conflito no Médio Oriente a acelerar um sell-off nos mercados acionistas mundiais.
O índice PSI fechou a sessão desta sexta-feira com um ligeiro avanço de 0,15% para 8.946,04 pontos. Um ganho ligeiro determinado pela subida de 3,89% para 3,83 euros da REN, que esteve a reagir aos resultados reportados esta quinta-feira, e pela valorização de 2,79% para 19,69 euros da Galp, que continua a ser beneficiada pela escalada do petróleo.
Apesar do fecho positivo desta sexta-feira, o balanço semanal é o pior desde abril de 2025. O índice de referência nacional perdeu 3,56% nas últimas cinco sessões, com o setor da construção e da banca a liderarem as descidas em Lisboa.

A Mota-Engil e o BCP foram as empresas que mais caíram, com descidas acima de 9%, enquanto a Galp impediu uma descida mais acentuada da bolsa.
A petrolífera disparou 8%, à boleia da escalada dos preços do petróleo, que superaram esta sexta-feira os 90 dólares por barril no mercado londrino.
A Nos foi outra das empresas que escapou às descidas. As ações da operadora disparam mais de 7% para 5,52 euros, impulsionadas por uma surpresa positiva nos resultados dos últimos três meses de 2025 e pela duplicação do dividendo extraordinário a pagar aos acionistas.
As bolsas europeias também fecharam com o pior saldo em quase um ano, com o disparo dos preços das matérias-primas, devido ao conflito no Médio Oriente, a suscitar receios em torno da economia global e a levar a um reajustamento das expectativas em torno de um eventual aumento de juros, caso a inflação regresse às subidas.
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