Embraer com receitas recorde em 2025, mas com queda de 47,9% nos lucros
Vendas do setor de defesa e segurança subiram 36% no ano passado. As 244 aeronaves entregues em 2025, incluindo onze militares, representaram um aumento de 18% em comparação com 2024.
A fabricante brasileira de aviões Embraer indicou hoje ter registado um lucro líquido de 1.368 milhões de reais (224,3 milhões de euros) em 2026, menos 47,9% que em 2024, apesar de ter alcançado receitas recorde.
Na redução dos lucros do terceiro maior fabricante de aviões do mundo pesou o resultado do quarto trimestre, quando o lucro caiu 20,3% em relação ao mesmo período de 2024, para 832 milhões de reais (cerca de 135,9 milhões de euros), segundo o balanço enviado pela empresa ao mercado.
Já as receitas brutas aumentaram 18%, atingindo o recorde de 41.883 milhões de reais (6.847 milhões de euros) em 2025. Este crescimento foi impulsionado por um aumento de 36% nas vendas do setor de defesa e segurança, de 24% na aviação executiva e de 21% na área de serviços e suporte.
A subida das vendas não impediu que o EBITDA, diminuísse 4,7%, para 4.911 milhões de reais (802 milhões de euros) no ano passado.
A Embraer prevê que este ano entregará entre 80 e 85 aviões comerciais, acima das 78 unidades de 2025, bem como entre 160 e 170 aeronaves executivas, face às 155 do ano passado.
As 244 aeronaves entregues em 2025, incluindo onze militares, representaram um aumento de 18% em comparação com 2024.
A Embraer é fabricante e líder mundial de aeronaves comerciais até 150 lugares, tem mais de 100 clientes em todo o mundo e mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, no continente americano, África, Ásia e Europa.
Em Portugal, é acionista maioritária da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca, com 65% do capital.
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