Falta de acordo nas ligações elétricas da Ibéria à UE mostra “fraqueza”
Luís Montenegro afirma que a UE não se pode dar ao luxo de não avançar com as interligações elétricas entre Ibéria e o restante bloco. Não avançar dá um sinal de fraqueza.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, deixou alguns recados aos Estados-membros e às instâncias da União Europeia acerca da necessidade de se avançarem com projetos de coesão, como é o caso das interligações elétricas entre a Península Ibérica e a Europa.
“É insustentável o protelar, o adiar do processo de concretização das interligações elétricas da Península Ibérica ao centro da Europa“, considerou Luís Montenegro, apresentando a energia como “um elemento fundamental” da soberania e competitividade económica da Península Ibérica.
O primeiro-ministro português discursava ao lado do homólogo espanhol, Pedro Sanchez, no rescaldo do encontro entre os dois líderes, no âmbito da XXXVI Cimeira Luso-Espanhola, que decorre esta sexta-feira, em Huelva.
Para o líder do executivo português, se a União Europeia não for capaz de cumprir com os acordos estabelecidos internamente neste âmbito, “estamos simultaneamente a penalizar a nossa capacidade de crescimento e a dar um sinal aos nossos concorrentes de que não somos capazes de nos entendermos dentro do nosso perímetro“.
“E isso é uma fraqueza que num mundo tão competitivo, e eu vou mesmo dizer tão perigoso como aquele que enfrentamos, nós não podemos dar-nos ao luxo de prolongar“, concluiu.
Luís Montenegro indicou que a cimeira serviu também para dar “passos significativos” na cooperação económica entre os dois países. “Uma cooperação que, a partir da Península Ibérica, pode dar à Europa maior competitividade” e contribuir para uma maior profundidade do mercado interno e de a UE se posicionar no comércio internacional. Este é “um recado que daqui enviamos aos nossos colegas que se sentam à mesa do Conselho Europeu e às instituições europeias”, rematou.
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