Fosun alerta para perdas de até 2,93 mil milhões de euros em 2025, mas garante compromisso com Portugal
Fraqueza no mercado imobiliário provoca 'profit warning', mas grupo que controla Fidelidade e é maior acionista do BCP garante apoio aos planos de desenvolvimento estratégico das empresas em Portugal.
- A Fosun anunciou um 'profit warning', prevendo um prejuízo entre 2,68 e 2,93 mil milhões de euros em 2025 devido a provisões não-recorrentes.
- O grupo chinês, que controla a Fidelidade e é acionista do BCP em Portugal, assegurou que as perdas são contabilísticas e não afetam a sua operação ou fluxo de caixa.
- A Fosun reafirmou o seu compromisso com o mercado português, prometendo continuar a apoiar o desenvolvimento das suas atividades no país.
A chinesa Fosun, que em Portugal controla 85% da Fidelidade e 20,03% do BCP, anunciou esta sexta-feira um ‘profit warning‘, alertando os investidores que deverá registar um prejuízo entre 21,5 mil milhões de yuan (cerca de 2,68 mil milhões de euros) e 23,5 mil milhões de yuan (2,93 mil milhões de euros) em 2025, devido a uma provisão não-recorrente, e sem impacto em caixa, relacionada principalmente com o ciclo descendente no setor imobiliário que pressionou o negócio do grupo.
Fonte oficial do grupo chinês garantiu ao ECO que “a Fosun tem mantido um compromisso de longo prazo com o mercado português, apoiando ativamente o desenvolvimento das suas atividades em Portugal e reforçando continuamente as suas capacidades operacionais a nível global”, sublinhando que o resultado líquido negativo registado no exercício resulta essencialmente de provisões pontuais de imparidade sem impacto em caixa, bem como de reavaliações do valor de determinados ativos efetuadas pela Fosun International.
“Estes ajustamentos têm natureza contabilística e não afetam a atividade operacional nem os fluxos de caixa da empresa”, explicou. “Esta situação não altera, de forma alguma, o compromisso de longo prazo da Fosun com Portugal. A Fosun continuará a apoiar os planos de desenvolvimento estratégico das empresas do grupo em Portugal”.
Em comunicado, a Fosun informou que “de acordo com o princípio da prudência financeira, a empresa fez provisões únicas não monetárias para imparidade e reavaliações de valor em determinados ativos, o que constitui a principal razão para a perda contabilística significativa nas demonstrações financeiras de 2025″. O prejuízo estimado para 2025 compara com as perdas de 4,35 mil milhões de yuan (cerca de 0,53 mil milhões de euros) em 2024.
“Durante o ano fiscal de 2025, o setor imobiliário continuou num ciclo descendente, com uma procura geral fraca do mercado, exercendo pressão sobre o segmento de negócios imobiliários do grupo”, adiantou. “De acordo com o princípio da prudência, a empresa fez provisões substanciais para imparidade de ativos para determinados projetos imobiliários com indicadores de imparidade. O Grupo ajustará dinamicamente as suas estratégias operacionais e de vendas à luz das condições do mercado, aproveitará ativamente as oportunidades, intensificará os esforços de marketing e liquidação de estoques e acelerará a recuperação de caixa”.
Adiantou ainda que devido a alterações nas condições de mercado, a empresa “constituiu provisões para imparidade sobre o goodwill e os ativos intangíveis de determinados segmentos de negócio não essenciais, a fim de refletir objetivamente o seu valor”.
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