Lufthansa alcança receita recorde, mas alerta para impacto do conflito no Médio Oriente

CEO alerta que concentração dos fluxos globais de tráfego nos hubs do Golfo “está cada vez mais a revelar-se um calcanhar de Aquiles geopolítico”.

ECO Fast
  • A Lufthansa terminou 2025 com um resultado líquido de 1.339 milhões de euros, refletindo uma ligeira queda de 3% em relação ao ano anterior.
  • O grupo registou um aumento de 5% nas receitas totais, atingindo um recorde de 39.597 milhões de euros, impulsionado pelo crescimento na área de engenharia e manutenção.
  • A companhia enfrenta incertezas devido ao conflito no Médio Oriente, que dificulta previsões de resultados e destaca a vulnerabilidade do tráfego aéreo global.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

O grupo alemão, um dos três interessados na privatização da TAP, terminou 2025 com um resultado líquido de 1.339 milhões de euros, menos 3% que no ano anterior , apesar de um aumento do volume de negócios e do resultado operacional, que saltou 17%.

A Lufthansa transportou 135 milhões de passageiros no ano passado, mais 3% que em 2024, impulsionando na mesma medida as receitas de passageiros. As receitas totais do grupo cresceram 5%, para um novo recorde de 39.597 milhões. A área de engenharia e manutenção destacou-se com um crescimento de 12% no volume de negócios, enquanto na logística a melhoria foi de 4%.

O resultado operacional saltou 17% para 2.030 milhões de euros (19% em termos ajustados), mesmo com o agravamento de 4% nas despesas operacionais. A margem operacional melhorou cinco décimas para 4,9%. A Lufthansa assinala que a ITA Airways, onde desde 2025 tem uma participação de 41%, contribuiu com 90 milhões de euros para o resultado.

“No ano passado conseguimos aumentar significativamente o resultado operacional do Grupo e alcançámos a maior receita da nossa história. Os nossos resultados demonstram a resiliência e a estabilidade do Grupo”, afirmou o CEO, Carsten Spohr, citado em comunicado.

Um calcanhar de Aquiles geopolítico

A companhia aérea aborda o conflito no Golfo Pérsico. Carsten Spohr refere que “a guerra no Médio Oriente volta a demonstrar como o tráfego aéreo está exposto e continua vulnerável, apesar de o setor ser hoje mais resiliente a crises do que no passado.

A enorme concentração dos fluxos globais de tráfego através dos hubs do Golfo está cada vez mais a revelar-se um calcanhar de Aquiles geopolítico. Isto torna ainda mais importante não colocar as companhias aéreas e os hubs europeus em maior desvantagem. A soberania da Europa exige a capacidade de manter as suas próprias ligações aos mercados globais”, sublinha o CEO.

O administrador financeiro, Till Streichert, salientou que a crise no Médio Oriente “torna, neste momento, mais difícil apresentar uma previsão de resultados”.

Para este ano, em que a Lufthansa cumpre 100 anos, Carsten Spohr afirma que o grupo irá continuar a apostar na internacionalização, na renovação da frota e na melhoria da eficiência.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Lufthansa alcança receita recorde, mas alerta para impacto do conflito no Médio Oriente

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião