Petróleo WTI ultrapassa 100 dólares por barril pela primeira vez desde 2022
O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou este domingo os 100 dólares, pela primeira vez desde julho de 2022.
O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou este domingo os 100 dólares, pela primeira vez desde julho de 2022. Na abertura da Bolsa de Chicago, o barril de WTI para entrega em abril subiu 13,84%, para 103,48 dólares, uma variação que antecipa a possibilidade de interrupção de oferta durante um período de várias semanas ou mesmo meses, na sequência dos ataques ao Irão.
O Brent chegou a subir perto de 20% na negociação asiática de segunda-feira, para 109 dólares por barril, enquanto o WTI avançou também cerca de 20%, para 109,05 dólares, noticiava o Financial Times. Este movimento de mercado surge após uma subida semanal recorde na semana passada, na sequência de ataques dos EUA e de Israel ao Irão a 28 de fevereiro e do início de cortes de produção por alguns dos maiores produtores da região ao longo do fim de semana.
Na semana passada, o West Texas Intermediate registou a maior subida semanal de sempre, disparando 36% para 90,90 dólares por barril, enquanto o Brent atingiu 92,69 dólares. Já no início de janeiro, tanto o Brent como o WTI negociavam em torno dos 60 dólares por barril.
Os ganhos aceleraram na reta final da semana, com o Brent a subir 8,5% na sexta-feira e os investidores a apostarem cada vez mais num encerramento prolongado do Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento por onde passa, em condições normais, pelo menos um quinto do abastecimento mundial de petróleo e de gás natural liquefeito.
Como o ECO noticiou há dias, A consultora de matérias-primas Wood Mackenzie já admitia que os preços do petróleo poderão ultrapassar os 100 dólares por barril se o tráfego de petroleiros pelo estreito não for rapidamente restabelecido. “A interrupção cria um duplo choque de oferta: não só as exportações atuais pelo estreito estão paralisadas, como também os volumes adicionais da OPEP+ e, em última análise, a maior parte da capacidade excedentária da OPEP — normalmente uma alavanca fundamental para equilibrar o mercado global do petróleo — estão inacessíveis enquanto a via navegável permanecer fechada”, afirmaram os analistas da WoodMac numa nota. A OPEP+ concordou este domingo em aumentar a produção em 206 000 barris por dia em abril.
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