Cinemas portugueses ganham 6% de espectadores em fevereiro face a 2025
Quando somados os meses de janeiro e fevereiro, até ao momento, 2,1 milhões de espectadores foram ao cinema em 2026. Este valor significa um aumento de 13% em audiência face ao mesmo período em 2025.
As salas de cinema acolheram 842.209 espectadores em fevereiro, o que representa um aumento de 6% face a igual mês de 2025, revelou esta segunda-feira o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).
Os dados mensais divulgados mostram que a exibição de cinema totalizou em fevereiro 5,7 milhões de euros de receita bruta de bilheteira, num aumento de 13,3% em relação a fevereiro de 2025.
A soma dos meses de janeiro e fevereiro deste ano resultou num total de 2,1 milhões de espectadores e 14,5 milhões de euros de receita da exibição nas salas de cinema. Este valor total significa um aumento de 13% em audiência e 21,5% de receita de bilheteira face aos dois primeiros meses de 2025.
O ICA comparou ainda dados das exibidoras, com destaque para a quebra acentuada da Cineplace, alvo de um processo de insolência que a levou a fechar todas as salas de cinema que explorava. A quebra foi superior a 80% em receitas e audiência face a janeiro e fevereiro de 2025.
Também a Nitrato Filmes, que explora o Cinema Trindade, no Porto, registou uma quebra de 18,2% este ano em receitas de bilheteira, para um total de 117 mil euros, e de 16,2% em audiência, somando 20.906 entradas.
A NOS Lusomundo Cinemas permanece líder no mercado da exibição com 10,2 milhões de euros de receita, num aumento de 31,7% face aos dois primeiros meses de 2025. Em termos de audiência, registou-se uma subida de 23,8% na comparação entre períodos, com um total de 1,4 milhões de espectadores em 2026.
O filme mais visto pelos portugueses no arranque de 2026 foi “A Criada”, de Paul Feig, com 534.182 espectadores em janeiro e fevereiro.
Entre o cinema de produção ou coprodução portuguesa mais visto nas salas figuram “Os Enforcados”, de Fernando Coimbra, com 1.531 entradas, “La Vie de Maria Manuela”, de João Marques, com 1.227 espectadores, e “Justa”, de Teresa Villaverde, com 1.204 bilhetes emitidos.
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