Estratégia para a água tem mil milhões de euros em obras ‘a avançar’
A estratégia para o setor, que previa investimentos de 5 mil milhões de euros até 2030, tem ao fim do primeiro ano mil milhões de euros de obras “em curso”, contando com aquelas em concurso.
Um ano após a apresentação da estratégia Água que Une, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, informa esta segunda-feira que obras no valor de mil milhões de euros estão “em curso”.
A estratégia para o setor, que previa investimentos de 5 mil milhões de euros até 2030, tem ao fim do primeiro ano mil milhões de euros de obras “em curso”. Neste universo cabem as obras concluídas – como é o caso das unidades de Água para Reutilização (APR) –, as que estão em concurso, como é o caso da dessalinizadora de Sines, e as que estão no início das obras, como acontece com a barragem do Pisão.
A ministra fez este balanço na sua intervenção na conferência “Água que Une – O primeiro ano e próximos passos”, organizada pela CAP, esta segunda-feira. No discurso, destacou algumas das obras em curso. De momento, de acordo com a governante, estão “prontas ou em marcha” no Algarve obras de Água para a Reutilização (APR) no valor de 60 milhões de euros. Estão prontas unidades em Lagoa e na Quinta do Lago, e concluída a intervenção em Vilamoura.
A dessalinizadora de Albufeira “está neste momento pronta a começar as obras”, e a de Sines tem concurso lançado. Olhando a projetos de barragens, a barragem do Pisão saiu agora do papel, depois de resolvidas as litigâncias em tribunal. É um investimento de 222 milhões de euros. Estão ainda a ser feitos estudos para outras duas barragens no Algarve, a do Portel e a da Foupana.
O projeto do Sistema de Abastecimento de Santa Clara prevê um investimento total de 56 milhões de euros, sendo que a ETA (estação de tratamento de águas) de São Teotónio, cuja obra já foi lançada, tem custo previsto de 14 milhões de euros. A intervenção no sistema adutor a partir de São Teotónio, com um valor de cinco milhões, será lançada neste ano.
A governante destacou ainda que estão atualmente aprovados, e “em muitos casos já em curso”, 176 milhões de euros de investimento ao nível do abastecimento e outros 70 milhões no domínio do saneamento, no Alentejo, no total de 246 milhões de euros.
O presidente da Águas de Portugal, António Carmona Rodrigues, numa intervenção que se seguiu, colocou o “tempo” e a montagem do “modelo económico e financeiro” como os principais desafios da estratégia nos próximos anos, e declarou-se “otimista”, ressalvando que “o otimismo também se faz com muita perseverança, com muito trabalho e com a ajuda de todos”.
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