Liga Portugal prepara venda de parte da empresa dos direitos televisivos
Com a centralização dos direitos televisivos a atrair sete potenciais compradores, a Liga Portugal estará a preparar a venda de uma participação da unidade de negócios responsável pelo processo.
A venda de parte do capital da Liga Centralização vai mesmo avançar, com a Oakvale Capital a ter sido nomeada pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para aconselhar essa venda, avança a Bloomberg. Recorde-se que a Liga Centralização é a unidade de negócios responsável por gerir o processo de centralização dos direitos de transmissão em Portugal.
Em junho do ano passado, ao mesmo jornal, André Mosqueira do Amaral, CEO da Liga Centralização referia que se estava a avaliar se “faz sentido” vender uma parte do capital dessa empresa, tal como aconteceu em Espanha. “Ainda não é claro se há benefício em abrir o capital da empresa”, apontou na altura.
Agora, de acordo com uma fonte que pediu para não ser identificada, um dia do investidor foi agendado para final de abril, de forma a apresentar o projeto a potenciais interessados. Não se sabe a dimensão da participação ou uma possível avaliação.
A Liga Portugal está também a considerar a venda de uma participação numa unidade de negócio separada que deteria infraestruturas tecnológicas, dados e outros ativos comerciais, excluindo direitos de transmissão, apontou a mesma fonte.
Qualquer transação exigiria a aprovação dos clubes e das autoridades relevantes e o calendário de um potencial acordo permanece incerto, explica ainda.
Contactada pela Bloomberg, a Liga Portugal recusou comentar. Já um representante da Oakvale — banco de investimento que se especializa nas indústrias de jogos, apostas e desporto — confirma que está a trabalhar com a Liga, mas sem dar mais detalhes.
Na semana passada, a Liga Centralização havia revelado, em entrevista ao Jornal de Negócios e Record, que a centralização dos direitos televisivos da Liga Portugal já atraiu sete potenciais compradores.
“Atualmente, temos sete potenciais ofertantes capacitados e com uma estratégia definida. As ofertas em si serão articuladas numa série de leilões — três tenders que temos calendarizados para 2026 ou, eventualmente, início de 2027”, afirmou o diretor executivo, André Mosqueira do Amaral.
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