Saks Global vai encerrar mais 15 lojas em processo de reestruturação

ECO,

Armazém norte-americano vai fechar mais 15 lojas numa tentativa de reduzir perdas e concentrar-se em localizações mais rentáveis.

Pela terceira vez este ano, a Saks Global anuncia o fecho de lojas. Desta vez são 15 – 12 Saks Fifth Avenue e três Neiman Marcus – e, como anteriormente, no âmbito do processo de reestruturação que a empresa está a levar a cabo depois de, em janeiro, ter entrado com um pedido insolvência. A empresa procura reduzir perdas e concentrar-se em localizações mais rentáveis e de posicionamento mais elevado.

“A decisão surge na sequência de encerramentos iniciais anunciados no mês passado e permite à empresa reforçar o foco nas suas capacidades distintivas e vantagens competitivas, enquanto investe em oportunidades para servir clientes de luxo, aumentar as vendas a preço integral e reforçar o valor das marcas parceiras”, justifica a empresa em comunicado. Foram encerradas as lojas com pior desempenho.

“O portefólio de lojas que teremos daqui para a frente será composto pelas localizações com melhor desempenho e mais desejadas em mercados com a maior concentração de clientes de luxo, permitindo-nos aprofundar a fidelização e gerar crescimento sustentável. Com uma rede mais focada, estamos a criar uma plataforma mais forte para os nossos parceiros de marca e uma experiência ainda mais atrativa para os clientes, à medida que investimos na experiência de luxo, reforçamos a diferenciação das nossas insígnias e tiramos partido das nossas localizações próprias e de outras localizações comerciais de excelência”, disse Geoffroy van Raemdonck, diretor-executivo da Saks Global.

Por outro lado, a Saks Global garante que a empresa continuará a operar ambas as insígnias, Saks Fifth Avenue e Neiman Marcus, nos principais destinos de luxo que representem oportunidades significativas de crescimento. A empresa pretende também trabalhar numa diferenciação das duas marcas.

“Com os encerramentos agora anunciados, a Saks Global considera ter praticamente concluído a otimização da sua rede, embora continue em diálogo com proprietários de espaços comerciais enquanto toma as decisões finais sobre o futuro mapa de lojas. Não estão previstas alterações à rede operacional da Bergdorf Goodman”, acrescenta o comunicado. “Reconhecemos o impacto que estas decisões estratégicas têm nos nossos colaboradores e estamos profundamente gratos pelas suas contribuições. Estamos a apoiar as equipas afetadas tanto quanto possível durante esta transição e iremos disponibilizar oportunidades de transferência sempre que existam”, acrescentou van Raemdonck.

A Saks Global reforçou a sua posição de liquidez, com acesso a 825 milhões de dólares de um total de 1,75 mil milhões de capital comprometido, de acordo com a Reuters, o que lhe permite financiar novas encomendas junto das marcas parceiras.

  • Mais de 500 marcas retomaram os envios para a empresa, libertando cerca de 1,3 mil milhões de dólares em mercadorias, de acordo com a Reuters.
  • O valor corresponde a mais de 80% do inventário que a empresa espera receber entre fevereiro e abril.
  • A Saks alcançou ou está a alcançar acordos com mais de 175 marcas, grandes e pequenas.

No início do ano, a Saks pediu proteção contra credores com 3,4 mil milhões de dólares em dívida. A decisão aconteceu cerca de um ano depois de um acordo de aquisição dos armazéns Neiman Marcus e Bergdorf Goddman que pretendia criar uma potência do retalho de luxo. Desde então foram encerradas as lojas de descontos OFF Saks Fifth Avenue e outras nove lojas da cadeia nos EUA.

A 20 de fevereiro, um juiz norte-americano responsável pelo processo de falência deu aprovação final ao financiamento da Saks Global no âmbito da bancarrota, que disponibilizou mil milhões de dólares em novo financiamento à empresa. A medida veio acalmar as preocupações de alguns dos principais credores da Saks Global, como Chanel, Dolce & Gabbana e o grupo LVMH, bem como de senhorios e da Amazon.com.

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