Tempestade destrói 20% da produção nacional de resina e ameaça 100 empregos

Tempestade de 28 de janeiro destruiu um quinto da produção nacional de resina, com prejuízos estimados em dois milhões de euros, estima a associação que representa o setor.

A depressão Kristin destruiu cerca de 20% da produção nacional de resina, o que representa um impacto direto de dois milhões de euros e coloca em risco 100 postos de trabalho, de acordo com os dados preliminares da Associação de Destiladores e Exploradores de Resina (Resipinus) enviados ao ECO.

A associação que representa o setor estima ainda que a tempestade de 28 de janeiro terá provocado a destruição ou comprometimento de cerca de 750 mil bicas, afetando aproximadamente 2.500 hectares de pinhal.

A Resipinus recorda que os danos registados “comprometem seriamente a viabilidade da campanha de 2026 e colocam em causa a continuidade de uma atividade essencial para a gestão ativa da floresta, a redução do risco de incêndio e a fixação de população no interior do país”.

A associação, liderada por Marco Ribeiro, avança ainda que apresentou ao Governo, no início de fevereiro, um conjunto de propostas para mitigar estes impactos, mas continua a aguardar resposta por parte do Executivo. “A ausência de medidas rápidas após catástrofes passadas, como os grandes incêndios, agravou perdas que poderiam ter sido mitigadas. O setor não pode, por isso, enfrentar uma nova falta de resposta num momento em que cada semana conta”, recorda a Resipinus.

Entre as principais propostas estão a “simplificação do reporte de prejuízos, ajustada às especificidades da resinagem; a operacionalização urgente dos meios adquiridos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência; a monitorização fitossanitária com envolvimento direto dos resineiros; a cedência de matas públicas a produtores afetados; a criação de apoios extraordinários que garantam a subsistência dos operadores e a continuidade da campanha de 2026 e um plano de reflorestação com visão de médio e longo prazo”.

Por fim, a Resipinus, que conta com 75 associados, sublinha que a “quebra na produção não representa apenas um prejuízo económico imediato, mas um retrocesso que agrava a dependência externa do país e fragiliza uma fileira com forte relevância económica, ambiental e social, particularmente no interior do país”.

 

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