Governo tem “vários cenários em aberto” para mitigar subida do gás

"O gás dita também o preço da eletricidade. Há um mecanismo de emergência que se, houver uma subida do gás de determinado valor, podemos fazer esse desacoplamento", alertou a ministra do Ambiente.

A ministra do Ambiente e Energia disse esta terça-feira que o Governo tem “vários cenários em aberto” para mitigar a subida do valor do gás, mas “ainda não é altura” para discutir medidas concretas.

“O gás dita também o preço da eletricidade. Há um mecanismo de emergência que se, houver uma subida do gás de determinado valor, podemos fazer esse desacoplamento. Portanto, estamos preparados, sempre avisando a União Europeia (UE)”, afirmou Maria da Graça Carvalho, em declarações aos jornalistas a partir de Guimarães.

A ministra do Ambiente e Energia referiu que o Executivo está “a preparar uma série de cenários” e “a analisar legislação europeia em relação ao gás e ao preço da eletricidade”, depois de vir a público que o preço do gás de botija poderá subir já nas próximas semanas, na sequência da escalada do gasóleo e da gasolina provocada pela guerra no Médio Oriente.

A Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec), de acordo com o Jornal de Notícias, diz que as marcas que comercializam garrafas de butano e propano deverão rever os preços, acompanhando o movimento dos combustíveis rodoviários. “Estamos a acompanhar e vamos ver a evolução desta guerra. É muito diferente ter uma guerra de duas ou três semanas ou mais prolongada“, salientou a ministra, quando questionada sobre a previsão da Anarec.

Mais do que a influência no preço da eletricidade em Portugal, a governante com a pasta da Energia mostrou-se “muito preocupada” com o valor do gás para produção nas fábricas, nomeadamente na indústria da cerâmica ou do vidro. “O Governo, se existir um aumento como em crises anteriores, tem regras europeias para quando há um aumento de 70% – considerado uma emergência energética – e a UE dá a possibilidade de proteger as empresas”, recordou Maria da Graça Carvalho, salientando que o “gás é muito volátil” e “essencial para a indústria”.

Em relação ao efeito do preço do petróleo nas bombas de combustível, Maria da Graça Carvalho garantiu à imprensa que “o que há a fazer foi feito”: o desconto temporário no ISP – Imposto sobre os produtos Petrolíferos e energéticos. Ademais, admitiu que preço dos combustíveis pode baixar já “na próxima segunda-feira”, se o valor do Brent no mercado internacional baixar até sexta-feira.

Numa intervenção na qual enalteceu o facto de António José Seguro ter escolhido a cidade berço de Portugal – e as celebrações de Guimarães como Capital Verde Europeia – para o segundo dia enquanto Presidente da República, a ministra do Ambiente fez ainda questão de ressalvar: “O preço do petróleo (diesel e gasolina) não é feito pelo Governo e resulta do mercado internacional de Brent, os ganhos dos comercializadores e toda a questão do armazenamento”.

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