Lucros das seguradoras em Portugal aumentaram 36% em 2025

As 64 companhias de seguros a operar em Portugal conseguiram em conjunto 654 milhões de euros de resultados líquidos durante o ano passado. Uma fortaleza provavelmente delapidada em fevereiro.

O ano de 2025 foi positivo para o conjunto das seguradoras a operar em Portugal revela o Relatório de Evolução da Atividade Seguradora relativo ao fim do 4º trimestre do ano passado, agora divulgado pela ASF, entidade supervisora do setor.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

No entanto, estas notícias foram entretanto atenuadas pelas tempestades de fevereiro que certamente anularam estes lucros, dados os valores provisórios já apontados para as indemnizações a pagar a pessoas e empresas pelos danos registados.

Para além da melhoria dos resultados líquidos das seguradoras em 2025, também a solidez e solvência melhorou e os investimentos no final do ano atingiram 56,5 milhões de euros, mais 7,4% que em igual período do ano anterior.

Alguns dados principais do ano de 2025 para todas as seguradoras em conjunto:

  • A produção global de seguro direto relativa à atividade em Portugal aumentou 13,4% face ao final de 2024, situando-se acima de 16,2 mil milhões de euros;
  • As vendas de seguros foram de 50,5% no ramo Vida e 49,5% nos ramos Não Vida;
  • As companhias devolveram 9,28 milhões de euros a empresas e pessoas em indemnizações e outros pagamentos;
  • Os seguros de Vida aumentaram 17,8% tendo como explicação principal a venda de produtos ligados a fundos (unit Linked) em 71,4%;
  • Os montantes pagos do ramo Vida diminuíram 22%;
  • Os resgates de seguros de Vida atingiram apenas 2,4 mil milhões de euros menos 17% que em 2024;
  • Os ramos Não Vida registaram um crescimento de 9,2%, de onde se destacam crescimentos de 12,3% no ramo Saúde, 9,9% no ramo Automóvel e 8,4% na modalidade de Acidentes de Trabalho e 7,9% no ramo Incêndio e Outros Danos;
  • Os montantes pagos de seguro direto no ramo Vida apresentaram um decréscimo de 10,8%. Enquanto os referentes aos ramos Não Vida cresceram 6,4%;
  • O valor das carteiras de investimento das empresas de seguros, no final de 2025, totalizou 56,4 mil milhões de euros, o que representa um acréscimo de 7,3% face ao final do ano anterior;
  • Na mesma data, o volume de provisões técnicas foi de 47,1 mil milhões de euros;
  • O rácio estimado de cobertura do Requisito de Capital de Solvência (SCR) foi de 213%, refletindo um acréscimo positivo de cinco pontos percentuais face ao final de 2024;
  • No SCR as seguradoras Vida melhoraram o rácio de 225% para 240%, as Não Vida de 189% para 200% e as mistas mantiveram-se em 206%. O mínimo estabelecido é 100%, pelo que as seguradoras apresentam pelo menos o dobro do capital mínimo necessário.

O rácio estimado de cobertura do Requisito de Capital Mínimo (MCR) – nível mínimo de fundos próprios abaixo do qual se considera que os tomadores de seguros, segurados e beneficiários ficam expostos a um grau de risco inaceitável – foi de 557%, refletindo uma melhoria de onze pontos percentuais face ao final do ano anterior.

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