Os cidadãos de Ceuta e Melilha atribuem uma nota de 3,7 à gestão sanitária do Governo central
De acordo com um estudo realizado pela Ipsos.
Em Ceuta e Melilha, expressam a sua preocupação com o funcionamento do serviço de saúde, que depende do Governo central. Atribuem-lhe uma nota média de 3,7 em 10, de acordo com os dados de um estudo realizado pela Ipsos.
Concretamente, 56% dos habitantes de Ceuta e 52% dos de Melilha declaram-se «muito insatisfeitos» com a atuação do Ministério da Saúde, diretamente responsável pela sua saúde através do Instituto Nacional de Gestão Sanitária (Ingesa).
A diretora de Opinião Pública, Silvia Bravo, destacou que a população de ambos os territórios mostra «níveis elevados de desconfiança em relação às iniciativas adotadas para melhorar a saúde. Neste sentido, 58% não confiam que estejam a ser adotadas medidas eficazes para reduzir as listas de espera», um dos indicadores utilizados para a avaliação.
Esta avaliação baseia-se nas dificuldades de acesso aos serviços de saúde públicos apontadas pelos cidadãos. O estudo aponta a existência de barreiras recorrentes relacionadas com as listas de espera (77% em Ceuta, 82% em Melilha), a obtenção de consultas (65% e 79%, respetivamente) e o funcionamento do sistema de marcação de consultas (52% e 67%, respetivamente), aspetos que são identificados pela população como elementos que afetam o acesso aos cuidados de saúde.
O estudo sobre a «Percepção da saúde pública em Ceuta e Melilha» foi realizado pela Ipsos através da metodologia CATI (por telefone), com uma amostra de 400 entrevistas representativas da população com mais de 18 anos residente em ambos os locais.
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