Cerâmica critica atrasos nos apoios após tempestades. “Só 10% das empresas receberam transferências”

Setor da cerâmica critica a lentidão dos apoios após a tempestade Kristin. Segundo o líder da APICER, apenas 10% das empresas receberam transferências efetivas e só metade teve peritagem.

O presidente da Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria (APICER) critica o atraso nos apoios às empresas afetadas pela tempestade Kristin. Quanto à subida dos combustíveis, Jorge Vieira diz que é mais um “drama” para as empresas, a somar aos prejuízos do mau tempo.

“A ajuda não está a chegar às empresas da forma que deveria. Numa amostra de 75 empresas, apenas metade teve peritagem e os adiantamentos são mínimos”, lamenta o líder da associação em declarações à RTP esta quarta-feira. O ministro da Economia e Coesão Territorial admitiu que o processo de apoios à reconstrução das casas afetadas pelo mau tempo “não está a correr bem”, mas não por culpa do Governo, responsabilizando as autarquias pela demora na avaliação.

A ajuda não está a chegar às empresas da forma que deveria. Numa amostra de 75 empresas, apenas metade teve peritagem e os adiantamentos são mínimos.

Jorge Vieira

Presidente da Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria

No que respeita as linhas do Banco Português de Fomento, Jorge Vieira assegura que existe “demora nos apoios”, contabilizando que “só cerca de 10% das empresas tiveram transferências efetivas”.

“Os processos do lado bancário poderiam ser, seguramente, mais ágeis para disponibilizar verbas com maior rapidez”, afirma o presidente da associação que representa o setor.

No mais recente apoio de 150 milhões de euros, destinado à reconstrução, lançado no âmbito da linha Reindustrializar do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC) criado com verbas não executadas do Plano de Recuperação e Resiliência, as empresas têm obrigatoriamente de apresentar uma declaração com o “valor dos danos emitida pela respetiva Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, Câmaras Municipais, seguradora ou avaliação bancária”, lê-se no aviso do concurso.

Jorge Vieira acrescenta que há “algumas empresas que ainda não estão a funcionar em pleno”, devido aos estragos provocados pelas tempestades, acrescentando que a lentidão nos apoios é mais uma pedra no sapato.

Quanto à subida dos combustíveis, o presidente da APICER diz que é mais um “drama” para as empresas, a somar aos prejuízos do mau tempo. “Se esta situação dos combustíveis se prolongar, não podemos augurar um bom futuro para a indústria“, conclui Jorge Vieira.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Cerâmica critica atrasos nos apoios após tempestades. “Só 10% das empresas receberam transferências”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião